sexta-feira, 17 de maio de 2013

Secretaria de Saúde e Conselho Tutelar realizam mobilização contra a Violência Sexual a Crianças e Adolescentes

DA REDAÇÃO - Por ocasião da Semana Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Equipe II da Estratégia de Saúde da Família da secretaria municipal de Saúde de Orizona realizou, juntamente com o Conselho Tutelar, mobilização para orientar a toda a população sobre a necessidade de levar a sério esta questão.
No início da manhã, os profissionais de saúde e conselheiros tutelares concederam entrevista ao locutor Joãozinho Albino, da Rádio Orizona FM. A seguir, promoveram pedágio no Centro da cidade, onde pararam motoristas e distribuíram material orientativo. Apesar de ser um problema que geralmente acontece silenciosamente, acontece com muita frequência em nosso município e a população não pode simplesmente tratar com indiferença.
Segundo material produzido pelo NASF - Núcleo de Atenção à Saúde da Família, o abuso sexual acontece quando um adulto, homem ou mulher, busca satisfazer seus desejos sexuais com uma criança ou um adolescente. Já a exploração sexual ocorre quando a criança ou o adolescente faz sexo em troca de algum benefício, como dinheiro, comida, roupas, lugar para dormir, etc.
As formas mais comuns de abuso são:
- Tocar ou acariciar os órgãos genitais de crianças ou adolescentes;
- Ter relação sexual com crianças ou adolescentes;
- Obrigar ou estimular a criança e o adolescente a tocar nos órgãos genitais dos adultos;
- Fazer com que a criança ou o adolescente veja adultos se masturbando ou praticando relação sexual;
- Falar sobre relações sexuais ou fazer com que a criança/ adolescente veja revistas ou sites pornográficos;
- Fotografar ou filmar crianças e adolescentes nus, em posturas eróticas.
Geralmente quem abusa são pessoas que as crianças e os adolescentes conhecem: pai, mãe, padrasto, madrasta, avô, avó, tio, tia, irmãos, amigos da família, entre outros. É uma pessoa aparentemente normal e que nem sempre age de forma agressiva.
Os principais sinais de abuso são o aparecimento de hematomas pelo corpo, infecção na região abdominal e genital (dor, coceira e/ou sangramento), gravidez precoce, depressão, dificuldades para dormir, alterações súbitas de comportamento (agressividade, abatimento profundo, choro sem causa aparente, medo, ansiedade) e manifestações de incômodo ao ser tocado(a).
É necessário encorajar seu filho(a) a contar sobre qualquer pessoa que esteja agindo de maneira que o(a) preocupe, o deixa infeliz, confuso e com medo. Saiba sempre onde ele(a) está, com que quem e o que está fazendo. Ensine a não aceitar convites, dinheiro, comida e favores de estranhos, especialmente em troca de carinho e supervisione sempre o uso da internet.
Em caso de suspeitas, incentive a criança e/ou adolescente a falar sobre o ocorrido, mas sem pressionar. Fale sempre em ambiente isolado, para que a conversa não sofra interrupções e nem seja constrangedora. Evite tratar do assunto com aqueles(as) que não poderão ajudar. Converse de um jeito simples e claro para que a criança e/ou adolescente entenda o que está querendo dizer e esclareça-o(a) que não tem culpa alguma.
Constatados os elementos, denuncie e procure ajuda de um profissional. As denúncias podem ser feitas na Polícia Militar (190), Polícia Civil (197), Ministério Público (em Orizona, pelo telefone 3474-1622) ou pelo Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (190). Ajuda profissional poderá ser buscada também as unidades de saúde, na secretaria municipal de Saúde (3474-1427) ou na secretaria municipal de Ação Social (3474-1617).
É preciso a atenção, porque a maioria dos casos não deixa vestígios físicos evidentes e após ser vítima desta violência, os traumas poderão acompanhar a vítima até a velhice.

* Com informações do NASF/ Secretaria Municipal de Saúde.

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