terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Matrículas da EJA poderão ser feitas até 20/01, na E.M. Francelino Nunes de Paula

A Prefeitura Municipal de Orizona, através da Secretaria de Educação, comunica que estarão abertas até o dia 20 de janeiro de 2023 as inscrições/matrículas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na rede municipal, para o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano), sendo que os interessados deverão possuir a partir de 15 anos de idade. Interessados e interessadas deverão procurar a Escola Municipal Francelino Nunes de Paula, em frente a praça do Coreto.

Prefeito Felipe Dias reuniu com vereadores da base governista

Em reunião realizada na manhã dessa terça-feira (10) entre os vereadores da base governista e o prefeito de Orizona Felipe Dias, foi deliberado sobre vários assuntos considerados importantes: obras em andamento, inaugurações, recursos para o Município e o planejamento de trabalho para 2023.
O prefeito ressaltou a boa vontade dos vereadores em colaborar com a gestão. Estiveram presentes: Oswaldo Peixoto (PODE), Ulysses Castro, Rivadávia Jayme e João Lucas Teixeira (PMDB).
O encontro aconteceu em um momento difícil, de muitas dificuldades e críticas, especialmente das lideranças oposicionistas, por conta de problemas na infraestrutura urbana e rural, potencializados principalmente pelas fortes chuvas das últimas semanas. Outro questionamento foi sobre a realização de concurso público.

Foto: Gabinete/ Ulysses Castro.

EFAORI realiza campanha para permitir a reforma e construção de salas de aulas

A Escola Família Agrícola de Orizona (EFAORI) iniciou a campanha “Por uma Educação do Campo de Qualidade”. É uma ação organizada pela Associação das Famílias EFAORI (Centro Social Rural de Orizona) e tem como meta arrecadar recursos financeiros e serviços (mão de obra), para reforma das salas de aula já existentes e construção de mais uma nova sala.
Segundo o presidente do Centro Social, José Geraldo Pereira, as melhorias tem a intenção de melhorar as condições de trabalho, ensino e aprendizagem, estrutura e conforto para os estudantes no cotidiano escolar, a associação Centro Social abre a campanha, tendo por meta arrecadar recursos, em quantia necessária para aquisição de materiais mão-de-obra nos serviços de reforma das salas existentes e a construção de mais uma nova sala de aula.
A reforma e construção são necessidades imediatas para início desse ano letivo, devido ao aumento do número de estudantes, que exigiu o aumento do número de salas de aulas. Novas estruturas vão garantir locais adequados, mais conforto para os estudantes e consequentemente melhoria na aprendizagem, acrescenta Pereira.
A campanha pretende mobilizar doações individuais e coletivas, envolvendo pessoas físicas, empresas, sindicatos, cooperativas, entidades, movimentos, poder público e tantas outras organizações que já fazem parte do movimento “por uma educação do campo de qualidade”.
Parte da base já está iniciada, garantida por organização coletiva da própria associação, famílias, estudantes e funcionários. Na expectativa de ver esse sonho realizado, esperamos sua doação em qualquer valor, em termos de recursos financeiras ou serviços.
A cada 10 reais doados, será garantido um cupom para sorteio de uma leitoa.
Depósitos e Transferências poderão ser feitos das seguintes formas:
- Doação pessoal na secretaria administrativa da escola (EFAORI);
- Depósito ou transferência em conta bancária
Banco do Brasil
Centro Social Rural de Orizona (CSRO)
Ag. 0581-9
Cc 2371-X
Cresol
Centro Social Rural de Orizona (CSRO)
Ag. 1097
Cc 109-0
- PIX
Centro Social Rural de Orizona (CSRO)
CNPJ 01.181.023/0001-02

sábado, 7 de janeiro de 2023

Nova mesa diretora da Câmara Municipal de Orizona toma posse

Na presença de todos os parlamentares do município de Orizona, partidários e familiares, tomou posse em sessão solene realizada no dia 02 de janeiro de 2023, a nova mesa diretora da Câmara Municipal de Orizona para o exercício de 2023.
Os mesmos tinham sido eleitos em sessão legislativa realizada no dia 15 de dezembro passado, quando o vereador Flávio Dias da Silva foi reeleito para mais um exercício a frente da Casa Legislativa de Orizona. Novamente, foi uma chapa de consenso entre governistas e oposicionistas.
A mesa diretora ficou assim formada:
- Flávio Dias (PSB), Presidente;
- João Lucas (MDB), Vice Presidente;
- Nagib Issa (PSDB), Primeiro Secretário;
- Osvaldo Peixoto (PODE), Segundo Secretário.

Foto: Câmara Municipal de Orizona.

Consumidor goiano olha com desconfiança a chegada da Equatorial Energia

Após assumir a distribuição de energia em Goiás, a empresa Equatorial Energia diz que buscará deixar mais rápida a solução das falhas do fornecimento de energia e o atendimento ao cliente em Goiás. A companhia comprou as ações da antiga Celg-D da Enel por R$ 1,6 bilhão e, a partir da aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), assumiu a distribuição de energia em Goiás na última terça-feira (03/01).
Ao G1 Goiás, o presidente da Equatorial em Goiás, Lener Jayme, explicou que a melhoria no atendimento ao cliente será o diferencial da empresa e "o que será sentido na prática pelo consumidor" a partir de tal gestão.
Em postagem da empresa nas redes sociais, uma mensagem diz:
"É oficial! Começamos uma nova história junto com você.
A gente já se sente parte daqui e agora podemos dizer: chegamos para somar e contribuir para o desenvolvimento de Goiás.
Este é só o começo de um novo momento. Iniciamos nosso plano de 100 dias de melhoria dos serviços, para levar o melhor da nossa energia para você".
Em encontro nesta quinta-feira (05/01) com membros do Conselho Regulador, técnicos da Gerência de Energia e da Ouvidoria Setorial e assessores da AGR com gestores da Equatorial Energia foi discutida a regulação do serviço de energia elétrica em Goiás. Foram convidados, também, o superintendente do Procon Goiás, Levy Rafael, e o especialista em regulação da Aneel, Eduardo Espíndola.
Os gestores da Equatorial apresentaram um plano de 100 dias, que inclui 2,3 mil ações mapeadas e 350 ações entregáveis. Destacaram ainda as áreas de atuação do grupo; os investimentos; o conceito de governança ambiental, social e corporativa (ESG) e sua evolução recente no grupo a partir de 2019; a preocupação ambiental; a inovação no atendimento aos usuários; as ações sociais e as características gerais da concessão no Estado de Goiás.
Mas como 'gato escaldado tem medo de água fria', o consumidor goiano teme que seja mais do mesmo, afinal, a concessionária promete as mesmas soluções para os problemas antigos, não resolvidos pela Enel.
E novos problemas ainda surgem. Neste período de muitas chuvas, eles aumentam. Um exemplo foi a interrupção no fornecimento de energia elétrica em Orizona nesta sexta-feira (06/01), provocada por danos na rede. A assessoria de comunicação da Equatorial se apressou em divulgar uma nota em que comunicava os esforços para o restabelecimento do serviço. Pelas imagens, reforça a percepção que a falta de manutenção adequada no perímetro da rede pode ter motivado a queda da energia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Curiosidades históricas de Orizona e Região - III

Continuaremos tratando de curiosidades históricas do Município de Orizona e municípios vizinhos, ou de fatos que ocorreram em outras localidades, mas com vínculos no município. A essa coleção, damos o nome de “Efemérides”.
O que pretendemos aqui pode ser algo parecido. Visamos registrar fatos históricos e acontecimentos de instituições, pessoas e famílias (batizado, nascimento, casamento e óbito) de pessoas que viveram em Orizona em regiões adjacentes nas últimas duas décadas ou mais. Evitaremos citar fatos conhecidos ou já publicados, mas isso não é uma regra. Sigamos em frente.

15/01/1988: Faleceu o senhor Itamar Fernandes da Motta.

02/02/1834: Faleceu Anna Maria Teixeira, casada que era com o capitão Francisco José Pinheiro, pioneira em Morro Alto (Piracanjuba).

04/02/1847: Batizou a Francisca, nascida em 05/01/1847, filha de Francisco Lopes Conde e Anna Joaquina de Jesus. Foram padrinhos, Francisco Pereira Cardoso e Anna Maria de Jesus.

05/02/1846: Foi batizado Antonio, nascido em 03/01/1846, filho de José Archangelo Correa e Angela Pessoa de Faria. Foram padrinhos, Manoel Ribeiro e Thereza de Jesus. Celebrou o padre Antonio Joaquim de Azevedo.

15/02/1822: Casaram na Igreja Matriz de Santa Cruz, Francisco José Pinheiro, filho do Guarda-Mor Francisco José Pinheiro e Anna Teixeira de Jesus, natural de São Francisco de Paula-MG, com Maria Delfina de Souza Lobo, filha do ajudante João de Souza Lobo e Felisberta Rodrigues da Silva, natural de Santa Cruz. Celebrou o padre Antonio Joaquim Teixeira.

19/02/1903: faleceu na Fazenda Firmeza, Escolástica Maria do Carmo, viúva de José Pereira Cardoso Primo e filha de Joaquim Fernandes de Castro e Justa Maria do Carmo.

24/03/1845: Batizou na capela de Nossa Senhora do Rosario, em Santa Cruz, a Manoel, filho de Bento Corrêa Peres e Theodora Maria de Jesus. O pequeno nasceu em 11/01/1845. Seus padrinhos foram João Correa Peres e Maria Joaquina.

17/04/1993: Aconteceu encontro de jovens católicos na quadra do Salão Paroquial de Orizona. Organizado pelo JUC – Jovens Unidos em Cristo, o evento contou com numerosa participação de jovens.

13/05/1993: Iniciou-se a 1ª Festa do Peão de Boiadeiros de Orizona, que se estendeu até o dia 18 daquele mês. Foi no estádio municipal e teve a organização do grupo Os Progressistas.

29/05/1989: Cerca de 200 moradores invadiram o Fórum de Orizona e lincharam os presos Agnaldo Francisco Santana e Lélio Divino, que tinham assassinado os irmãos gêmeos Rui e Eli Bastos.

30/05/1925: Faleceu na fazenda Cachoeira o senhor Hermenegildo José da Silva, casado com Ana Luíza da Cunha, filha de Graciano Pereira da Cunha e Rita Francelina da Conceição.

13/06/1892: Faleceu Antonia Joaquina do Nascimento, tendo sido sepultada no Cemitério da Capela dos Correas. Natural de Patrocínio/MG, era filha de Joaquim Rodrigues do Nascimento e Jacintha Maria do Espírito Santo, sendo casada com Manoel Mendes da Silva.

20/07/1822: Faleceu Florência Leite, esposa de Júlio Correa Peres.

26/07/1988: Faleceu o senhor Salvino Nunes de Paula, nascido em 12/10/1920.

10/08/1938: Nasceu na fazenda Santo Inácio, em Orizona, Lázaro Ferreira Barbosa, filho de Sebastião Ferreira Barbosa e Diolina Ferreira de Jesus. Foi um importante jurista e político brasileiro (secretário de governo, deputado, senador e diretor da CELG), chegando ao posto de Ministro da Agricultura. Faleceu em Goiânia em 14/03/2019.

01/09/1844: Foi batizada Joaquina, filha de João Pereira Cardoso e Floriana Maria de Jesus. Foram padrinhos, Joaquim Fernandes de Castro e Maria Rosa do Carmo. A criança nasceu em 06/08/1844.

15/09/1903: Na festa de Nossa Senhora da Piedade daquele ano, Olímpio Pereira Cardoso casou-se com Luíza de Castro.

17/09/1976: Inaugurado o prédio do Banco do Brasil de Orizona, onde atualmente funciona a instituição financeira e a Prefeitura Municipal. Antes disso, o BB começou a funcionar no município em novembro de 1964.

23/09/1919: Faleceu na fazenda Posse o fazendeiro Graciano Pereira Cardoso.

03/10/1843: foi batizado João, filho de Antonio José Cardoso e Joaquina de Jesus e nascido em 08/08/1843. Foram padrinhos, João Pereira Cardoso e Floriana Maria de Jesus.

09/10/1833: Faleceu Vicência Rodrigues da Silveira, esposa de Manoel Mendes do Valle, sendo sepultada em Santa Cruz. O esposo faleceu logo depois, em 01/01/1834.

09/10/1848: Se casaram na Capela do Rosário, em Santa Cruz, Joaquim Luiz da Silva, com Rita Maria de Jesus, filha de Fulgêncio de Sousa França. Celebrou o sacramento o padre Antonio Francisco do Nascimento.

15/10/1991: O papa João Paulo II visita Goiânia e é recebido pelo arcebispo metropolitano Dom Antonio Ribeiro de Oliveira, natural de Orizona.

03/11/1962: Instalação e bênção do sino na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade de Orizona, uma oferta do senhor Olímpio Pereira Cardoso.

15/11/1988: Nas eleições municipais de Orizona, foi eleito Idalício Leandro Teixeira (prefeito) e Délico Machado da Silva (vice), ambos do PFL. Também concorreram naquela eleição, Alfredo Silveira Mesquita e Laurindo Correa de Aquino (PMDB) e Dr. Fernando Dorival Pires e Pedro Jacinto Pereira (PT).

21/11/1923: Nasceu Múcio Teixeira, em Santa Cruz, filho de Benedito Teixeira e Alzira de Carvalho Teixeira. O servidor público e político foi casado com Ofélia Di Teixeira, filha de Egerinêo Teixeira e Rita Carolina Amália da Costa Teixeira (Carolina Teixeira).

26/11/1954: Procissão da Festa Inaugural da 2ª Capela de São Miguel Arcanjo, no povoado da Cachoeira.

01/12/1826: Casaram em Bonfim (Silvânia), o Cap. Antonio José Teixeira de Carvalho, viúvo de Gertrudes Maria, com Maria Bárbara da Silva, filha do Ten. Cel. Vicente Miguel da Silva e Maria da Paixão Solidade.

08/12/1846: Batizou a Manoel, nascido em 04/08/1846, filho de José Mendes de Assunção (filho de Manoel Mendes do Valle) e Anna Esméria de Jesus. Foram padrinhos, José Gonçalves Pinheiro e Maria Rosa de Jesus (irmã do Cap. José Pereira Cardoso).

CONTINUA...

ANSELMO PEREIRA DE LIMA

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Sobre as Eleições Municipais de 15 de novembro de 1982 em Orizona

As eleições municipais de 1982 marcaram importantes mudanças nas histórias dos partidos. Anteriormente, apenas dois poderiam atuar: a ARENA (partido governista que passou a se chamar PDS) e MDB (oposição que passou a ser PMDB). Contudo, os novos partidos eram submetidos a regras muito intransigentes que visavam inviabiliza-los, já que essas mudanças vieram mais da pressão da sociedade do que da boa vontade governista.
Uma dessas regras foi a exigência que os diretórios de partidos novos apresentassem chapas completas, sob pena de perderem o registro do partido. Os partidos registrados na Justiça Eleitoral foram PT, PDT e PTB, além de PDS e PMDB. Uma diferença naquela eleição é que partidos poderiam apresentar sublegendas para candidaturas de prefeito e vice-prefeito, algo que aconteceu em Orizona com PMDB e PDS, sendo apresentadas mais de uma chapa pelo mesmo partido. Também não se permitiam coligações. A votação era por cédulas de papel. Na época, votos em branco eram considerados como válidos.
A eleição municipal aconteceu em 15 de novembro de 1982, tendo como escrivão eleitoral o Sr. Lázaro Mesquita e foi presidida pelo juiz eleitoral Francisco de Paula dos Santos. A 23ª Zona Eleitoral de Orizona tinha 28 seções ativas, com 6.957 eleitores aptos e 6.123 eleitores votantes. Foi eleito o prefeito Joaquim Pereira de Freitas, o vice-prefeito José Lucas Ribeiro (ambos do PMDB), além de 09 vereadores do PMDB e PDS.
Para prefeito, compareceram 6.123 eleitores, com total de 6.001 votos válidos (5.758 votantes nos partidos + 243 votos brancos) e 122 votos nulos. O PMDB obteve 3.174 votos, o PDS obteve 2.395 votos e o PT, 189. Assim ficou a votação da chapa majoritária:
1) Joaquim Pereira de Freitas (PMDB-2): 1959 votos
2) Délico Machado da Silva (PDS-2): 1.484 votos
3) Alfredo Silveira Mesquita (PMDB-1): 1.215 votos
4) Paschoalino Mota (PDS-1): 911 votos
5) Pedro Jacinto Pereira (PT): 189 votos
Para vereadores, não era permitido sublegendas (mais de uma chapa por partido). Em Orizona. O total de votos para esse cargo foram: 5.614 votantes nos partidos, 277 em branco (5.891 válidos) e 232 nulos. O PDS obteve 2.314 votos, o PT 183 e o PMDB, 3.117 votos. Participaram 32 candidatos no pleito, apenas uma mulher. Os vereadores eleitos, do PDS e PMDB, foram:
1) Lourival dos Anjos Rosa (PMDB): 510 votos;
2) Laurindo Correa de Aquino (PMDB): 442 votos;
3) João dos Santos (PDS): 440 votos;
4) Idalício Leandro Teixeira (PDS): 338 votos;
5) Valdo Antônio Ribeiro (PMDB): 316 votos;
6) Antonio José Tavares (PDS): 285 votos;
7) Antônio José de Sousa (PMDB): 275 votos;
8) Realino Nunes de Paula (PMDB): 270 votos;
9) Rodolfo Mendes da Cunha Júnior (PDS): 267 votos.
Os demais participantes do pleito como candidatos a vereadores ficaram como suplentes:
Suplentes pelo PDS:
1) Odilon Bertoldo da Silva: 249 votos;
2) Sebastião Eduardo: 239 votos;
3) Natércio Mazon: 141 votos;
4) Edson Marra: 138 votos;
5) Hosana Fernandes de Oliveira: 80 votos;
6) Osvaldo Martins Porto: 69 votos:
7) José de Araújo Porto: 67 votos.
Suplentes pelo PMDB:
1) Benedito Pereira Mesquita: 244 votos;
2) Joselo Gomes: 221 votos;
3) Manoel Pinheiro: 191 votos;
4) Salvador José de Oliveira: 156 votos;
5) Sidon Vieira da Cunha: 148 votos;
6) Domingos de Oliveira: 144 votos;
7) Joaquim Nunes Xavier: 133 votos;
8) José Fernandes de Castro: 65 votos.
Suplentes pelo PT:
1) Venerando Antônio de Sousa: 38 votos;
2) Joaquim Caetano: 28 votos;
3) João Vicente Lúcio: 23 votos;
4) Alvina M. Tavares Pinheiro: 23 votos;
5) João Bosco de Lima: 21 votos;
6) Geraldo Pereira Cardoso: 21 votos;
7) José Mamédio da Silva: 15 votos;
8) José Absalão dos Reis: 14 votos.
Estava se consolidando a ali a abertura política no Brasil com eleições diretas e com os anos, veio a Constituição de 1988, as eleições de 1989, as primeiras presidenciais. A partir da década de 1990, estas passaram acontecer regularmente a cada dois anos.

ANSELMO PEREIRA DE LIMA

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Polêmicas envolvendo a mudança do nome de Campo Formoso para Orizona

Provavelmente uma das leis mais importantes que tenham impactado a Orizona e outros municípios goianos no século XX foi o Decreto-Lei nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943, que deliberou sobre as mudanças administrativas e jurídicas dos municípios goianos. Foi assinada pelo interventor federal Pedro Ludovico Teixeira. O decreto-lei tinha validade semelhante a uma lei ordinária. Na época, da regência de um regime de exceção, os poderes dos governos eram amplos.
O município de Campo Formoso havia recebido telegrama (imagem abaixo), enviado pelo Conselho Nacional de Geografia em outubro de 1943, na pessoa de seu presidente Humberto Ludovico Teixeira, dando prazo para que se apresentasse uma proposta de mudança do nome da localidade em dez dias, sendo que esse nome não poderia ser igual a outro existente no país, ser estrangeiro, composto ou homenagear pessoa viva. Pelo prazo dado, é possível imaginar na ‘sinuca’ que ficou o prefeito José da Costa Pereira. Ninguém muda o nome de uma cidade em dez dias.
A Prefeitura (sede da Prefeitura na foto acima/ IBGE) promoveu um concurso e algumas propostas foram apresentadas, sendo que a vencedora foi ORIZONA, termo do latim que significa "Região do Arroz". O termo surgiu da junção do prefixo "oriza", que significa Arroz, e do sufixo "zona", que significa Região. Passada a escolha, no prefeito Zequinha Costa e o médico Raphael Leme Franco, autor da proposta, tiveram que passar o restante de suas vidas respondendo a acusações e opositores e tentando justificar a validade do novo nome, seja em conferências, no plenário do Congresso ou em páginas de jornais e revistas. Foram muitas as vezes que Zequinha se correspondeu com linguistas, colhendo opiniões a respeito.
Dois grandes opositores de primeira ordem foram o padre José Trindade da Fonseca e Silva (Cônego Trindade), na época pároco em Campo Formoso, e o notável Benedicto Silva. A principal justificativa é que filologicamente, a justaposição não existiria. Cônego Trindade, por exemplo, afirmou:
“No dia nove de janeiro de 1934 o autor dessas linhas tomada, digo, tomava posse da piedosa paróquia de N. Senhora da Piedade de Campo Formoso, hoje erradamente um decreto ditatorial mudou para o ‘bárbaro’ antefilológico e errado ‘Orizona’, como significando “zona de arroz”. Orizania sim, e nunca Orizona. Vid trabalho nosso em O Anápolis, em que transcrevo carta de opinião sobre o ‘bárbaro’ nome. Cartas dos melhores gramáticos do Brasil: Sá Nunes, Napoleão Tôrres e Antenor Nascentes”.
A crítica de Benedicto Silva (foto abaixo/ FGV) talvez tenha a sua motivação baseada em um aspecto pessoal, nostálgico. No seu prefácio do livro “Tempos de Ontem” (1972), de Nelly Alves de Almeida, chamou Campo Formoso de sua ‘cité engloutie d’Is’ (a cidade submersa):
“Campo Formoso! Como sou fiel a esse nome! Por que? Porque evoca a meninice, a gostosa ‘aurora da vida’, os mergulhos no ‘Poço Alegre’, o Mestre Mesquita, os sapos que o Hastímphilo trazia nos bolsos, o bodoque do Guido, as barbas e as vacas de ‘Sêo’ Jeremias, as galinhas de ‘Mota Velha’, o tapume vivo de Joana ‘Ridulêra’, as jabuticabas do ‘Tio’ Roldão, os fogos de vista do Roque ‘Fogueteiro’ nas Festas do Divino, a estranha linguagem do ‘Mocha-mochaeu-moché’, a viola incrivelmente enfeitada da Ana ‘Priquita’, as pescarias com o Alfeu, a primeira namorada, o milheiro de adobes de muro (15 quilos cada um) que fiz, aos 10 anos de idade, para o farmacêutico abastado Euclides Tolentino Bretas por 20$000 (vinte mil réis), amassando com as pernas finas e carregando nas mãos, sozinho, 15 toneladas de barro, e tantas, tantas outras reminiscências entesouradas como relíquias intransferíveis e fervilhantes no fundo da memória”.
Uma discussão também se viu nas páginas do jornal O Popular, onde a publicação de alguém com um viés de pensamento era prontamente respondido. Em defesa novo nome, da cidade que governava, José da Costa Pereira escreveu à revista Oeste de fevereiro de 1944 (edição número 13) o breve ensaio “Orizona”:
“Não desejando impor a minha vontade exclusiva em assunto tão importante; e, como se tem preferido nomes tupicos a casos semelhantes, lembrou-me o ‘Dicionário da Língua Tupi’, de Gonçalves Dias, lancei mão desse vocabulário e organizei lista de nomes, assim indígenas, a se proporem à escolha por parte de intelectuais e de comerciantes, aqui residentes.
Antes, como importava, procedi à supressão dos ‘nomina locorum’, inscritos, já, no livro ‘Divisão Territorial dos Estados Unidos do Brasil’, bem como à dos que figuravam no ‘Guia Levi’.
Submetida a lista à mercê de quem quisesse opinar, médico local, sabidamente douto, propôs o acréscimo dos seguintes:
ORIZONA e Jubara.
Elegeu-se, por maioria de votos, Orizona, isto é, recebeu este 24 votos, quando Orizona 8, Manhana e Caruaba 5, Coema e Porangatu 4, Potira e Jubara 3, conforme apuração devida e rigorosamente fiscalizada”.
Para justificar a escolha, o prefeito e intelectual recorreu a autores como Ribeiro de Vasconcelos, Olavo Bilac, Mário Barreto, Sá Nogueira, Cândido Figueiredo, Virgílio e Fagundes Varela. Também lembrou da apresentação da proposta do nome por Dr. Raphael Leme Franco: “Entretanto ao médico local, douto, muito douto, ao apresentar o topônimo Orizona, de outra forma de composição assaz simples. Tomou do papel, da pena e grafou: ‘oriza’ + ‘zona’ – ori(za) zona. Da mesma sorte se deriva idolatra de ídololatra e bondoso de bondadoso”. Zequinha (Foto acima/ Danilo Borges) observa que ‘Orizona’ postula ‘oriza’, que significa ‘de arroz’, como Mariana ‘de Maria’. Também defende que seja um gentílico latino, e não do Tupi, como estava na ‘moda’ modernista. Sobre proposta do Cônego Trindade, acrescenta que ‘Arizania’ seria uma proposta impossível de sustentar.
O mesmo também acredita também que trazer gramáticos e filólogos para a mesa de debates seria fastidioso, uma forma de fuga. Por fim, defende que “Campo Formoso é cidade, sede de município que produz bastante arroz: e este, com a pecuária, canaliza dinheiro aos bolsos de quase todos os habitantes, principalmente aos dos pequeninos, maioria. Eis a razão por que vai se chamar ORIZONA”. E assina o texto com ‘Campo Formoso – Goiás’, apesar de já ser Orizona.
Outros municípios reverteram posteriormente o nome. Um exemplo foi Bela Vista, que passou a se chamar Sussuapara com o decreto-lei e depois voltou a ser Bela Vista de Goiás. Santa Cruz também passou a ser Santa Cruz de Goiás. Talvez, se houvesse o interesse dos gestores da época, o nome teria sido revertido. Mas aí seria outra coisa, tal como foi o desvio da ferrovia para longe da cidade.
Gosto tanto de Campo Formoso quanto de Orizona. Entendo que abrir mão deste é equivalente ao que aconteceu com Caiapônia, um belo nome para um município, mas que antes se chamava Rio Bonito, um nome mais belo ainda. E Orizona, não poderia ser Campo Formoso de Goiás, da forma que já era chamada por muitos na época? É interessante que o nome Orizona não tem significado parecido com Arizona, o Estado americano, de grafia muito parecida. Arizona pode ser ‘pequena fonte’ (do O'odham), ‘árida zona’ (do Castellano) ou ‘propriedade de prata’ (do Asteca). São palavras parecidas, mas distantes.
É certo que nessa altura, não fará diferença para ninguém se é Orizona ou se é outro nome. O que está em questão nesses debates são as disputas políticas, onde cada um e cada uma quer sobressair, em benefício próprio. O que vale de verdade é a vida concreta das pessoas, as suas relações sociais, filosóficas (muitos não saberão onde entra isso em suas vidas), culturais, econômicas e espirituais.

ANSELMO PEREIRA DE LIMA

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Inventário de José Bento Correia, morador da fazenda Taquaral do Meio

Morador da região do Taquaral do Meio, em Campo Formoso (Orizona), José Bento Correia, irmão de Luiz Gonzaga Peres, faleceu em 1916, deixando a esposa Manoela Francisca da Piedade com 60 anos de idade, filhos e netos. Foi patriarca da família Bento. Seu nome foi em homenagem a São Bento.

JUIZO MUNICIPAL DO TERMO DE CAMPO FORMOSO

COMARCA DE BONFIM – GOIÁS

ESCRIVÃO: Virgílio Reis

JUIZ MUNICIPAL DO TERMO: José Albino de Oliveira

INVENTARIANTE: Manoela Francisca da Piedade (viúva)

INVENTARIADO: José Bento Correia

PROCURADOR DA INVENTARIANTE: Auto Monteiro de Lima

DATA DE ABERTURA DO INVENTÁRIO: 30/10/1919

DATA DO FALECIMENTO: 07/07/1916

Herdeiros:

Viúva:

1) Manoela Francisca da Piedade, nascida em 1856.

Filhos:

1) Theodora Maria de Jesus, nascida em 1871, viúva de Eduardo Pereira Cardoso.
2) Antonia Rosa de Jesus, nascida em 1873, viúva de Joaquim Lopes da Silva.
3) Manoel Bento Correia, solteiro, nascido em 1875.
4) Virgínia Maria de Jesus, solteira, nascida em 1877.
5) Maria José de Jesus, solteira, nascida em 1878.
6) Maria da Assumpção de Jesus, nascida em 1880, casada com Amancio Bispo Fabião.
7) Anna Rita de Jesus, solteira, com 1882.
8) Luiza Rosa de Jesus, nascida em 1884, casada com Manoel d’Abbadia Lopes.
9) Francelina Maria de Jesus, solteira, nascida em 1892.
10) Joaquim Bento Correia, casado, nascido em 1894.

Netos:

1) Filhos de Theodora Maria de Jesus, viúva de Eduardo Pereira Cardoso.

- Anna Maria de Jesus, solteira, nascida em 1893.
- Manoel Pereira Cardoso, solteiro, nascido em 1895.
- Isabel Theodora de Jesus, solteira, nascida em 1899.
- Maria José de Jesus, solteira, nascida em 1902.
- Ritta Maria de Jesus, solteira, nascida em 1906.
- Geraldo Pereira Cardoso, solteiro, nascido em 1910.

2) Filhos de Antonia Rosa de Jesus, viúva de Joaquim Lopes da Silva.

- Manoela Rita de Jesus, nascida em 1894, casada com Antonio Theodoro Gonçalves.
- Pedro Lopes da Silva, solteiro, nascido em 1898.
- Bertholdo Lopes da Silva, solteiro, nascido em 1902.
- Maria do Rosário de Jesus, solteira, nascida em 1904.
- Adelino Lopes da Silva, solteiro, nascido em 1906.
- Isolina Rita de Jesus, solteira, nascida em 1906, gêmea com Adelino.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Relatos sobre o Padre Antonio Luis Bras Prego

O padre Antonio Luis Bras Prego, vigário colado de Santa Cruz de Goiás por longo período durante o século XIX, foi historicamente uma das figuras mais eminentes e respeitadas ao longo dos quase 290 anos daquela localidade. Foi, além de um importante religioso, o grande orador e uma respeitada figura política. Fez inúmeras desobrigas pelos sertões de Santa Cruz, Santa Luzia (Luziânia), Bonfim (Silvânia), Vai-Vem (Ipameri), Caldas Novas, Vila Bela de Morrinhos, entre outras localidades. Nesses compromissos pastorais, ministrou sacramentos e em troca, recebeu o respeito das comunidades rurais. Exerceu o ministério por uma vida toda em Santa Cruz.
Nasceu em Vila Boa, capital de Goiás, em 24 de dezembro de 1824, filho do Cap. Gregório dos Santos Silva e de Delfina Antonia do Espírito Santo. Os seus pais provavelmente se casaram em 15 de janeiro de 1807, em Meia Ponte (Pirenópolis). Foram seus avós paternos: Jerônimo Barbosa dos Santos e Cândida Caetano Leite de Proença; e os avós maternos: Sargento-Mor Francisco da Costa Abrantes e Maria Thomásia da Conceição.
Sabemos de dois irmãos do sacerdote: Maria Thomásia Abrantes, casada com Timóteo Coelho Magalhães e Gregório da Silva Abrantes, casado com Angélica de Ascensão Lobo de Sousa, ambos os casais com números filhos. Era seu sobrinho, filho de Gregório e Angélica, o eminente político Braz Benjamin da Silva Abrantes, general (participou da campanha do Paraguai), professor, presidente interventor de Goiás, senador da República e vice-presidente do Estado de Goiás. Assim como outro conterrâneo seu, Antonio Americano do Brasil, o silvaniense foi homenageado com o nome de uma cidade do Estado.
Antonio ordenou com 31 anos de idade. Foi provisionado na paróquia de Santa Cruz pelo decreto diocesano de 15/05/1856, com carta de apresentação datada de 03/0/06/1856. A lei nº 939 de 26/09/1857 fixou o seu ordenado em 600$000 (seiscentos mil réis). Uma das primeiras atribuições suas e que deu muito trabalho foi fazer os registros de terra dos proprietários de Santa Cruz, dadas pela Lei de Terras. Em 18 de setembro de 1850, o imperador dom Pedro II assinou a Lei de Terras, por meio da qual o país oficialmente optou por ter a zona rural dividida em latifúndios, e não em pequenas propriedades. Coube aos vigários paroquiais exercerem esse trabalho. Os registros feitos nas freguesias da região estão ainda hoje disponíveis para pesquisa. Os de Santa Cruz foram arquivados em uma caixa de número 51. Deixamos abaixo, para exemplo, de um desses registros:

“Declaro que possuo uma parte de terra de cultura e campos na fazenda denominada Barra das Areias distante desta Vila oito léguas dividindo pela parte do Nascente com o Piracanjuba, pelo Poente com João Corrêa Peres, pelo Norte com herdeiros de Manoel Brás, pelo Sul com herdeiros do finado Jacinto Alves Cabral, cujo a possuo por compra o qual tenho títulos.

Barra das Areias, 25 de Novembro de 1857.

Anna Roza de Morais

Foi apresentado, registrado em o dia 25 de Novembro de 1857 (...).

O Vigário Colado Antonio Luis Bras Prego”

Sobre os primeiros anos de povoação dos Correas, o padre José Trindade da Fonseca e Silva (Cônego Trindade) observou esse movimento, inclusive da presença do padre Prego (1945): “Na fase de povoamento e habitações que formaram a Capela mais tarde de Nossa Senhora da Piedade assinam os assentos paroquiais os seguintes vigários de Santa Cruz: Vigário Colado Pe. Antonio Joaquim Ferreira, Pe. Antonio Joaquim de Azevedo e Pe. Antonio Luiz Braz Prego, que em 1870 benze a Capela dos Correias. Entre diversos coadjutores são dignos de registros os padres José Olinto da Silva e Antonio Ferreira de Lima, os quais percorreram a região pregando a palavra de Deus e sacramentando as almas até três vezes por ano, obedecendo ao seguinte itinerário: Santa Cruz, Porto do Corumbá, Baú, Cocal, ora Marinheiro, ora Santa Bárbara, Cachoeira, Posses, Campo Alegre e Santa Cruz. De 1853 até a construção da Capela o movimento na Fazenda Santa Bárbara cresce progressivamente”. Em 19 de junho de 1869, Prego teve a licença do Bispado para benzer o cemitério de Santa Cruz.
Dentre seu trabalho nas comunidades, visitava inclusive localidades pertencentes a outras paróquias. Aos 25 de julho de 1862, por exemplo, no Sítio Burity em Santa Luzia (Luziânia), o vigário de Santa Cruz batizou solenemente e pôs os Santos Óleos em Rosa, filha de Joaquim Manoel da Costa e Joaquina Moreira Saavedra.
Desde a sua chegada, acumulou cargos públicos. Um dos primeiros foi o de inspetor escolar paroquial, cargo que foi exonerado em 20 de fevereiro de 1867, pelo presidente da província de Goiás, sendo nomeado em seu lugar Francisco Joaquim Marques. Contudo, foi nomeado em outras ocasiões, como em 27 de dezembro de 1878, em substituição a Lino Corrêa de Souza. O cargo era equivalente ao de secretário de Educação.
Também exerceu cargos eleitorais em Santa Cruz. Em 1872 era suplente de eleitor, após obter 28 votos. Em 31 de dezembro de 1881 se candidatou a Deputado Provincial, obtendo 37 votos na Eleição Provincial. A apuração foi feita em 20 de janeiro de 1882, ficando para o segundo escrutínio (nova eleição), para eleição dos demais membros do 1º Distrito (no 1º escrutínio elegeram-se 04 deputados). Em 31 de março de 1882 foi feita a apuração do 2º Escrutínio e padre Prego obteve 60 votos, não sendo eleito. Em 1886 era membro da Câmara Municipal da vila de Santa Cruz. Em 06 de agosto de 1873, Ministro do Império nomeou padre Prego Cavaleiro da Ordem de Cristo, pelos distintos serviços prestados no exercício durante o seu ministério.
Geralmente retornava a sede do Bispado de Goiás por ocasião de atividades importantes da diocese. Em jornal da época obtivemos informações a respeito de sua presença nessas ocasiões: em 19 de abril de 1873, Quinta-feira Santa, participou da cerimônia dos Santos Óleos e do Lava-pés. No dia seguinte, Sexta-feira da Paixão, fez pregação durante procissão.
Era mutuário da Associação Brasileira de Seguros e Benefícios Mútuos sobre Vida, contra o Fogo e Caixa Geral de Economias Mútuos (seguro de vida), autorizada pelo decreto nº 4.897 de 1874.
Um questionamento que vi certa vez foi da forma correta que se escrevia o nome do padre Prego, pois aparecia de diversas formas. A dúvida foi apresentada pelo escritor orizonense Olímpio Pereira Neto. Tenho conclusões bem precisas a respeito, de acordo com a sua assinatura presente em alguns documentos: era Antonio Luis Bras Prego. Não era usual no século XIX a acentuação de nomes próprios. Luis e e Bras também escrevia com 'S' no final (ver assinatura acima).
O padre Prego vinha se licenciando para tratamentos de saúde havia um bom tempo. Em 04 de maio de 1874, oficio do bispo de Goiás deu-lhe licença de 50 dias para tratamento de saúde na Capital. Em 30 de setembro de 1876 o bispo deu-se licença de dois meses. Faleceu em 30 de setembro de 1890, sendo sepultado ao lado da Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Santa Cruz. Foi homenageado dando nome a importante rua da cidade, que antes se chama Rua Direita (o mesmo que Direta).

ANSELMO PEREIRA DE LIMA