No início da segunda
metade do século XIX, a Província de Goiás estava isolada dos centros
econômicos e políticos do Império Brasileiro. A rede ferroviária ainda estava a
meio século de adentrar o nosso território. A infraestrutura de estradas e
pontes era a mais limitada e arcaica possível.
Politicamente, a
província não tinha nenhuma força perante a Corte e em relação ao restante do
país. Irrelevante também era a força econômica desse gigante de cerca de um
milhão de quilômetros quadrados: a economia era baseada na exportação de gado
para outras províncias e as cifras não eram tão significativas assim.
As receitas provinciais
vinham principalmente do pouco imposto obtido nesse comércio
interprovincial e de outras ninharias arrecadadas. Sem condições de dispor de
infraestrutura de fiscalização e com reduzidíssimo efetivo policial, a evasão
fiscal era muito grande. Para piorar, a ineficiência governamental do Estado
era muito grande. Dessa forma, o governo provincial vivia de “pires na mão” e
de hora em hora, pedia ajuda aos fazendeiros e comerciantes que viviam
razoavelmente bem ou que sobreviviam nas vilas e freguesias.














