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sábado, 18 de março de 2023

Igreja de Cristo celebra seus 26 anos de história em Orizona

Para celebrar os 26 anos de história em Orizona, a Igreja de Cristo - Ministério Nova Terra realizará uma série de atividades entre os dias 20 e 23 de março em seu Templo, na rua Enéas Bretas, nº 04, Centro, abaixo da Rodoviária. O principal convidado será o cantor Delino Marçal, 37 anos, premiado internacionalmente com o Grammy Latino de 2019.

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Acidente com capotamento na rodovia GO-330, entre Orizona e Pires do Rio

Aconteceu o capotamento de um veículo que trafegava na madrugada deste domingo (19/02) na rodovia GO-330, entre Orizona e Pires do Rio. As informações que foi obtivemos foi a partir do blog de notícias Zap de Catalão. Foi constatada uma vítima (o condutor) com ferimentos no ocorrido, que se veio a concretizar por volta de 04:20 horas. Esta, do sexo masculino, que confirmou ter participado do Carnaval de Orizona, foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas se recusou atendimento médico-hospitalar.

Foto: Reprodução/ Zap Catalão.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Liderança Quilombola de Santa Cruz de Goiás foi assassinada neste sábado (18/02)

Foi assassinado na manhã deste sábado, 18 de fevereiro, Luiz Fernando Sousa de Jesus Santana, 24 anos (nasceu em 31/10/1998), natural de Pires do Rio e que viveu toda a vida em Santa Cruz de Goiás. Luiz Fernando era presidente da Associação Quilombola Mucambo de Santa Cruz de Goiás.
Era estudante e uma grande liderança social e da área da cultura, do movimento negro e de um carisma muito marcante. Um historiador e estudioso, que conhecia as memórias de seu povo e de sua terra. Nas eleições municipais de 2020, candidatou-se a vereador pelo PRTB e ficou como suplente do legislativo.

Informações até o momento 1:
Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 5h10min na residência da própria vítima, localizada na rua Padre Prego, 36, no centro da cidade. A PM informou que ele estava deitado em uma cama, debaixo de cobertas, quando foi atingido por tiros.
Conforme informado pelo blog de notícias Zap Catalão, a PM disse que uma testemunha relatou que após escutar vários disparos de arma de fogo, visualizou uma pessoa saindo da casa, que em seguida entrou em uma VW/Saveiro de cor escura e evadiu do local sentido prefeitura, tomando rumo ignorado.
O local do crime foi preservado até a chegada da Polícia Cientifica que após realizar procedimentos periciais o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caldas Novas.
De acordo com informações da Polícia Militar veiculados pela página Fatos, após tomar conhecimento de um homicídio, equipes de Companhia de Policiamento Especializado (CPE) iniciaram levantamentos para identificar o envolvido no crime.
Horas após o crime as equipes localizaram o veículo utilizado no homicídio e em diligências na cidade de Palmelo-GO, identificaram e localizaram um suspeito, de 25 anos, o qual já possui duas passagens por tráfico de drogas, em Goiás e no Distrito Federal, juntamente com outros dois homens que participaram do crime prestando suporte após o homicídio.
No local também foi encontrada a arma utilizada no crime, um Pistola Taurus cal. 9mm, modelo PT 917 com dois carregadores, bem como várias porções de entorpecentes, balanças de precisão e valores provenientes do tráfico.
Os três suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Pires do Rio para os devidos procedimentos cabíveis.

Informações até o momento 2:
O velório e sepultamento de Luiz Fernando estão previstos ainda para esse sábado. Nas redes sociais, amigos e colegas lamentam a perda de Luiz Fernando e lembram o que representava.
A escritora, historiadora e liderança política e comunitária Fátima Paraguassu disse que "lá se foi um líder, um amigo, um filho, um irmão. Assassinaram uma enciclopédia, interromperam uma história". Outra colega disse que "sepultaremos boa parte de nossa história nesse trágico fim de nosso irmão querido. Aguerrido! Planejava construir um mandato coletivo na câmara de vereadores de nossa cidade. Foram longas nossas conversas sobre esse sonho". Outros clamores de pessoas do seu convívio pedem justiça para o caso.

Com informações Zap Catalão/ Justiça Eleitoral/ Fatos de Orizona; Foto: Acervo Pessoal.

Atualizado às 19:57h do dia 18/02/2023.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Depois do auge da pandemia da COVID-19, Orizona voltará a ter tradicional Carnaval

Graças a um acordo entre a Câmara Municipal de Orizona, através de seu presidente Flávio Dias da Silva, e da Prefeitura Municipal, através do prefeito Felipe Antônio Dias, será possível realizar a programação do carnaval público na Praça do Lazer. O evento também contará com participação de empresas e artistas locais e/ou com vínculo com o município. A Ex'trutura  Nenê Som cuidará de toda a parte artística e a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros apoiarão na segurança do espaço do evento.
O Carnaval Orizona 2023 tem como slogan "Brincando com paz e alegria!!! Vem com a gente!!!" As noites de folia iniciarão as 20 horas, se estendendo até as 03:30 h, no intervalo entre 17 e 20 de fevereiro. Haverá DJs em todas as noites. Na tarde do dia 19 de fevereiro (domingo) está prevista a Matinê Kids, das 14 às 17 horas. Na abertura (17/02) teremos show da Banda Swing Beat; no dia 18/02 será a vez de Derik & Eduardo Axé; na noite de 19/02 serão Lucas e os Caras; e no dia 20/02, Banda Samba Boom.
Será proibido a venda, consumo e porte de bebidas em vasilhame de vidro na área delimitada para realização do evento. Também é terminantemente proibida a venda de bebidas alcoólicas para pessoas menores de 18 anos.

domingo, 22 de janeiro de 2023

Morre em Orizona, Marcelinho Machado, vítima de acidente doméstico

Faleceu na noite deste sábado, 21 de janeiro, Marcelo Antônio Machado, o Marcelinho, vítima de um acidente doméstico provocado por choque elétrico. O mesmo foi socorrido mas não resistiu aos ferimentos. Conhecido e querido pela comunidade orizonense, o seu falecimento causou grande comoção em Orizona.
Marcelo, de 39 anos de idade, nasceu em 18 de outubro de 1983, é esposo de Ana Lúcia Marcelo, filha de Maria Joaquina e João Marcelo (João Francisco). Irmão de Ana Cristina e Renata, Marcelo é filho da professora, artesã e escritora Maria Aparecida Pinheiro e de Antônio Machado.
Marcelo também teve ao longo da vida, grande atuação na área da música (cantor, músico, professor de violão, coordenando festivais de música e participou de corais de música na Igreja Católica) e como realizador cultural. Colaborou muito com o ponto de cultura Orizona Encenarte.
Também atuou no serviço público na Prefeitura de Orizona em 2019 por um breve tempo, e desenvolveu muitas atividades laborais. Foi candidato a vereador em Orizona nas eleições de 2012 pelo PTB, na coligação "Avança Orizona", que tinha como candidato a prefeito Ricardo Chadud (PTB) e vice-prefeito Jeremias Mendes (PP). Ficou como suplente.
Será sepultado em Orizona neste domingo, 22. O seu velório será na Pax Universo, na Praça da Amizade, próximo ao Carvalho's Hotel. Às 15 horas será a celebração das exéquias.
Nos últimos anos, Orizona lamentavelmente perdeu comunicadores e pessoas da área da cultura: Lindomar Amorim, Amélia Machado, Paulinho do Gustavo, Ivo Bará, José de Paiva, Antonio Marçal da Silveira, Leonardo Ribeiro Correa e Marcelinho Machado.

Foto: Ponto de Cultura Orizona Encenarte.

*Texto alterado em 22/01/2023, às 15:58h.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Festa de São Sebastião acontecerá em Orizona de 19 a 22 de janeiro

Acontecerá de 19 a 22 de janeiro de 2023 em Orizona, a tradicional Festa em Louvor a São Sebastião, com a parte religiosa se realizando nas Igrejas Matriz e São José e capelas de São Sebastião e Rosa Mística e Divino Pai Eterno e festiva no estacionamento da Igreja São José, além do leilão de prendas e gado no espaço Montana Leilões. O tema da festa será "Glorioso Mártir São Sebastião defendei nossos rebanhos, plantações e livrai-nos da peste e da guerra" e o lema "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos" (Mt 28,20).

Programação:
19 de janeiro (quinta-feira)
18 horas - Terço e procissão à Igreja Matriz (Capela de São Sebastião);
19 horas - 1º Tríduo/ Santa Missa (Igreja Matriz)
20 de janeiro (sexta-feira)
7 horas - Santa Missa (Capela São Sebastião)
18:30 horas - 2º Tríduo (Igreja São José)
20:30 horas - Quermesse com show dançante (estacionamento da Igreja São José)
21 de janeiro (sábado)
18:00 horas - Concentração para procissão a Igreja São José (Capela Divino Pai Eterno e Nossa Senhora Rosa Mística - Santa Maria II)
19:00 horas - 3º Tríduo (Igreja São José)
20:30 horas - Quermesse com show dançante (estacionamento da Igreja São José)
22 de janeiro (domingo)
09:00 horas - Santa Missa (Igreja São José)
19:00 horas - Santa Missa de Encerramento (Igreja São José)
28 de janeiro (sábado)
13:00 horas - Leilão de prendas e gado (Espaço Montana Leilões - leiloeiro Olívio Lemos).
Os objetivos com a receita da Festa são a manutenção da Paróquia e a conclusão das obras na Capela do Divino Pai Eterno e Rosa Mística, no bairro Santa Maria II.

São Sebastião é celebrado pelo catolicismo e Igrejas Cristãs Históricas em 20 de janeiro. Nasceu em Milão, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III, embora haja versões de que tenha nascido em Narbonne, na França. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.
Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele. Por não negar a fé, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
A Festa de São Sebastião é uma das mais tradicionais festas da paróquia Nossa Senhora da Piedade de Orizona, iniciada por volta de 1890, por iniciativa do fazendeiro Antonio Fernandes de Castro, da fazenda Pontinhas, de acordo com os padres José Trindade da Fonseca e Silva (Cônego Trindade) e Ramiro de Campos Meirelles. Conforme observam os religiosos, a festa foi
"Introduzida por Antonio Fernandes de Castro em 1890, o qual administrou essa solenidade com muita piedade até sua morte [1898]. E esse grande ato de dedicação ao mártir de Cristo está sendo continuado pelo piedoso e devoto do mesmo mártir, senhor Arão [Lalão] Fernandes de Castro, o qual por si ou por seus filhos não deixam de seguir os passos daquele venerando católico".
As histórias de devoção dos filhos de Arão (Lalão), especialmente Odilon, José e Natal, são conhecidas pelo fervor, sendo que eram infalíveis em seus compromissos pessoais com São Sebastião. A festa continuou acontecendo, também com a colaboração de outros familiares, descendentes de Antonio Fernandes, além da comunidade católica em geral, que ainda hoje mantém a festa.
Mas a devoção em São Sebastião vai para além do cristianismo. Pelo sincretismo religioso, na Umbanda, Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador. No Brasil, o orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos, recebendo o título de Rei das Matas. Seus símbolos são ligados à caça: no candomblé, tem um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. 

ANSELMO PEREIRA DE LIMA

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Relatos sobre o Padre Antonio Luis Bras Prego

O padre Antonio Luis Bras Prego, vigário colado de Santa Cruz de Goiás por longo período durante o século XIX, foi historicamente uma das figuras mais eminentes e respeitadas ao longo dos quase 290 anos daquela localidade. Foi, além de um importante religioso, o grande orador e uma respeitada figura política. Fez inúmeras desobrigas pelos sertões de Santa Cruz, Santa Luzia (Luziânia), Bonfim (Silvânia), Vai-Vem (Ipameri), Caldas Novas, Vila Bela de Morrinhos, entre outras localidades. Nesses compromissos pastorais, ministrou sacramentos e em troca, recebeu o respeito das comunidades rurais. Exerceu o ministério por uma vida toda em Santa Cruz.
Nasceu em Vila Boa, capital de Goiás, em 24 de dezembro de 1824, filho do Cap. Gregório dos Santos Silva e de Delfina Antonia do Espírito Santo. Os seus pais provavelmente se casaram em 15 de janeiro de 1807, em Meia Ponte (Pirenópolis). Foram seus avós paternos: Jerônimo Barbosa dos Santos e Cândida Caetano Leite de Proença; e os avós maternos: Sargento-Mor Francisco da Costa Abrantes e Maria Thomásia da Conceição.
Sabemos de dois irmãos do sacerdote: Maria Thomásia Abrantes, casada com Timóteo Coelho Magalhães e Gregório da Silva Abrantes, casado com Angélica de Ascensão Lobo de Sousa, ambos os casais com números filhos. Era seu sobrinho, filho de Gregório e Angélica, o eminente político Braz Benjamin da Silva Abrantes, general (participou da campanha do Paraguai), professor, presidente interventor de Goiás, senador da República e vice-presidente do Estado de Goiás. Assim como outro conterrâneo seu, Antonio Americano do Brasil, o silvaniense foi homenageado com o nome de uma cidade do Estado.
Antonio ordenou com 31 anos de idade. Foi provisionado na paróquia de Santa Cruz pelo decreto diocesano de 15/05/1856, com carta de apresentação datada de 03/0/06/1856. A lei nº 939 de 26/09/1857 fixou o seu ordenado em 600$000 (seiscentos mil réis). Uma das primeiras atribuições suas e que deu muito trabalho foi fazer os registros de terra dos proprietários de Santa Cruz, dadas pela Lei de Terras. Em 18 de setembro de 1850, o imperador dom Pedro II assinou a Lei de Terras, por meio da qual o país oficialmente optou por ter a zona rural dividida em latifúndios, e não em pequenas propriedades. Coube aos vigários paroquiais exercerem esse trabalho. Os registros feitos nas freguesias da região estão ainda hoje disponíveis para pesquisa. Os de Santa Cruz foram arquivados em uma caixa de número 51. Deixamos abaixo, para exemplo, de um desses registros:

“Declaro que possuo uma parte de terra de cultura e campos na fazenda denominada Barra das Areias distante desta Vila oito léguas dividindo pela parte do Nascente com o Piracanjuba, pelo Poente com João Corrêa Peres, pelo Norte com herdeiros de Manoel Brás, pelo Sul com herdeiros do finado Jacinto Alves Cabral, cujo a possuo por compra o qual tenho títulos.

Barra das Areias, 25 de Novembro de 1857.

Anna Roza de Morais

Foi apresentado, registrado em o dia 25 de Novembro de 1857 (...).

O Vigário Colado Antonio Luis Bras Prego”

Sobre os primeiros anos de povoação dos Correas, o padre José Trindade da Fonseca e Silva (Cônego Trindade) observou esse movimento, inclusive da presença do padre Prego (1945): “Na fase de povoamento e habitações que formaram a Capela mais tarde de Nossa Senhora da Piedade assinam os assentos paroquiais os seguintes vigários de Santa Cruz: Vigário Colado Pe. Antonio Joaquim Ferreira, Pe. Antonio Joaquim de Azevedo e Pe. Antonio Luiz Braz Prego, que em 1870 benze a Capela dos Correias. Entre diversos coadjutores são dignos de registros os padres José Olinto da Silva e Antonio Ferreira de Lima, os quais percorreram a região pregando a palavra de Deus e sacramentando as almas até três vezes por ano, obedecendo ao seguinte itinerário: Santa Cruz, Porto do Corumbá, Baú, Cocal, ora Marinheiro, ora Santa Bárbara, Cachoeira, Posses, Campo Alegre e Santa Cruz. De 1853 até a construção da Capela o movimento na Fazenda Santa Bárbara cresce progressivamente”. Em 19 de junho de 1869, Prego teve a licença do Bispado para benzer o cemitério de Santa Cruz.
Dentre seu trabalho nas comunidades, visitava inclusive localidades pertencentes a outras paróquias. Aos 25 de julho de 1862, por exemplo, no Sítio Burity em Santa Luzia (Luziânia), o vigário de Santa Cruz batizou solenemente e pôs os Santos Óleos em Rosa, filha de Joaquim Manoel da Costa e Joaquina Moreira Saavedra.
Desde a sua chegada, acumulou cargos públicos. Um dos primeiros foi o de inspetor escolar paroquial, cargo que foi exonerado em 20 de fevereiro de 1867, pelo presidente da província de Goiás, sendo nomeado em seu lugar Francisco Joaquim Marques. Contudo, foi nomeado em outras ocasiões, como em 27 de dezembro de 1878, em substituição a Lino Corrêa de Souza. O cargo era equivalente ao de secretário de Educação.
Também exerceu cargos eleitorais em Santa Cruz. Em 1872 era suplente de eleitor, após obter 28 votos. Em 31 de dezembro de 1881 se candidatou a Deputado Provincial, obtendo 37 votos na Eleição Provincial. A apuração foi feita em 20 de janeiro de 1882, ficando para o segundo escrutínio (nova eleição), para eleição dos demais membros do 1º Distrito (no 1º escrutínio elegeram-se 04 deputados). Em 31 de março de 1882 foi feita a apuração do 2º Escrutínio e padre Prego obteve 60 votos, não sendo eleito. Em 1886 era membro da Câmara Municipal da vila de Santa Cruz. Em 06 de agosto de 1873, Ministro do Império nomeou padre Prego Cavaleiro da Ordem de Cristo, pelos distintos serviços prestados no exercício durante o seu ministério.
Geralmente retornava a sede do Bispado de Goiás por ocasião de atividades importantes da diocese. Em jornal da época obtivemos informações a respeito de sua presença nessas ocasiões: em 19 de abril de 1873, Quinta-feira Santa, participou da cerimônia dos Santos Óleos e do Lava-pés. No dia seguinte, Sexta-feira da Paixão, fez pregação durante procissão.
Era mutuário da Associação Brasileira de Seguros e Benefícios Mútuos sobre Vida, contra o Fogo e Caixa Geral de Economias Mútuos (seguro de vida), autorizada pelo decreto nº 4.897 de 1874.
Um questionamento que vi certa vez foi da forma correta que se escrevia o nome do padre Prego, pois aparecia de diversas formas. A dúvida foi apresentada pelo escritor orizonense Olímpio Pereira Neto. Tenho conclusões bem precisas a respeito, de acordo com a sua assinatura presente em alguns documentos: era Antonio Luis Bras Prego. Não era usual no século XIX a acentuação de nomes próprios. Luis e e Bras também escrevia com 'S' no final (ver assinatura acima).
O padre Prego vinha se licenciando para tratamentos de saúde havia um bom tempo. Em 04 de maio de 1874, oficio do bispo de Goiás deu-lhe licença de 50 dias para tratamento de saúde na Capital. Em 30 de setembro de 1876 o bispo deu-se licença de dois meses. Faleceu em 30 de setembro de 1890, sendo sepultado ao lado da Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Santa Cruz. Foi homenageado dando nome a importante rua da cidade, que antes se chama Rua Direita (o mesmo que Direta).

ANSELMO PEREIRA DE LIMA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Curiosidades históricas de Orizona e Região - I

Efeméride pode ser um acontecimento relevante que é lembrado em seu aniversário. Os eventos que, por suas características, permanecem na história e são lembrados com o passar do tempo, constituem efemérides. Também se chama efemérides à celebração desses aniversários e ao comentário orientado para os acontecimentos de cada jornada.
O que pretendemos aqui pode ser algo parecido. Visamos registrar fatos históricos e acontecimentos de instituições, pessoas e famílias (batizado, nascimento, casamento e óbito) de pessoas que viveram em Orizona em regiões adjacentes nas últimas duas décadas ou mais. Por sua extensão, dividiremos essa história em mais de um texto, para não ficar muito extenso. Evitaremos citar fatos conhecidos ou já publicados, mas isso não é uma regra.
Nesse primeiro texto faremos referências a moradores de Santa Cruz, Campo Formoso (Orizona), Pires do Rio, Vai-Vem (Ipameri), Catalão, Santa Luzia (Luziânia), Morro Alto (Piracanjuba), Vila Bela (Morrinhos) Bela Vista e Bonfim (Silvânia). Também só traremos acontecimentos do século XIX.

01/01/1834 – Faleceu na freguesia de Santa Cruz, Manoel Mendes do Valle, morador de região onde é hoje o município de Orizona.

11/01/1899 – Nasceu em Bela Vista, Egerinêo Teixeira, filho de Epinona Marques de Motta e Brasilino Roque Teixeira. Foi um combativo jornalista e prefeito de Campo Formoso.

18/01/1898 – Faleceu Antonio Fernandes de Castro, esposo de Cassiana da Cunha Telles e filho de Joaquim Fernandes de Castro e Maria Rosa do Carmo. A sede de suas propriedades estava localizada na fazenda Pontinhas.

29/01/1837 – Se casaram na Igreja Matriz de Santa Cruz, o lavrador Antonio de Sousa Bastos (filho de Ignácio de Sousa Bastos e Marcellina Maria de Jesus), 21 anos, batizado na capela de Nossa Senhora do Carmo, em Araxá-MG), e Izabel Maria da Conceição (filha de Francisco Pereira e Maria Jozefa de Jesus), 18 anos, natural e batizada na Matriz de Piumhi, bispado de Mariana-MG.

31/03/1883 – Faleceu o Capitão Joaquim Fernandes de Castro, esposo de Maria Rosa do Carmo e morador da Fazenda Firmeza, filho de Luiz Fernandes de Castro e Ana Felizarda da Conceição.

26/04/1843 – Na Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio, em Patrocínio-MG, receberam o matrimônio Florentino Vieira do Nascimento, lavrador, filho de Manoel Vieira da Motta e sua mulher Thereza Maria do Espírito Santo (falecida), naturais de Patrocínio-MG, com Maria Joanna de Jesus, 14 anos, filha de Manoel Pereira Cardoso (falecido) e de Justa Zeferina de Jesus, batizada na mesma freguesia. Celebrou o padre José Ferreira Estrella.

22/05/1839 – Foi batizado na Igreja Matriz de Santa Cruz, Ignácio, filho de José Archanjo Correa e Angela Pereira de Faria. Eram moradores da Fazenda Santa Bárbara. Foram padrinhos, José Francisco Correa e Thomásia Ribeiro de Jesus. A criança nasceu em 01/02/1839. Celebrou o padre Antonio Joaquim Teixeira.

22/05/1845 – Batizou a Vicente, filho natural de Rita Angola, escrava de Francisco Pereira Cardoso. Foram padrinhos, Raimundo José Leão e Maria Gonçalves. A criança nasceu em 22/01/1845. Celebrou o padre Antonio Joaquim de Azevedo.

22/05/1845 – Foi batizada na Capela de Nossa Senhora do Rosário, Santa Cruz, Carolina, filha de Francisco Pereira Cardoso e Anna Maria de Jesus. Foram padrinhos Manoel Mendes do Valle e Antonia Joaquina do Nascimento. Celebrou o padre Antonio Joaquim de Azevedo. A criança nasceu em 05 de março de 1845.

24/05/1833 – faleceu Bartholomeu Bueno de Câmara, descendente do Anhanguera, casado com Mariana Joaquina e morador do porto do Corumbá, em Santa Cruz.

25/05/1825 – Casaram em Santa Cruz, pelas 4 horas da tarde, Jozé Vaz da Costa (filho de Francisco Vaz da Costa e Ignácia Maria dos Santos), naturais de Araxá-MG, com Maria Roza Alves (filha de Francisco Alves de Magalhães e Tereza Tavares da Silva). Celebrou o padre Antonio Joaquim Teixeira.

25/05/1836 – Se casaram na Igreja Matriz de Santa Cruz, Joaquim José Pinheiro (filho do Cap. Francisco José Pinheiro e Ana Maria Teixeira), naturais de Patrocínio-MG e moradores de Morro Alto, e Bárbara Maria Dias (filha de Jozé Dias de Andrade e Joaquina Constância de Jesus), naturais de São Brás de Alcântara-MG. Celebrou o vigário Antonio Joaquim Teixeira.

26/05/1844 – faleceu aos 64 anos o vigário colado Antonio Joaquim Teixeira, também conhecido como Provedor Teixeira. Foram muitos os serviços prestados à freguesia de Santa Cruz. Na região do atual município de Orizona, foram muitas as desobrigas realizadas e os sacramentos administrados nas fazendas. Foi sepultado na matriz de Santa Cruz.

28/05/1825 – faleceu Maria da Paixão Solidade, casada com o Capitão Vicente Miguel da Silva, importante pioneiro de Bonfim.

02/06/1844 – faleceu em Bonfim o sargento-mor Caetano Teixeira Sampaio, casado com Maria Nunes e filho do Capitão Caetano Teixeira Sampaio, um dos mais importantes cidadãos daquela vila.

04/06/1823 – O marechal Raymundo José da Cunha Mattos, comandante das Armas, a caminho de Villa Boa, capital da província, pernoitou no sítio do Baú, da senhora Maria da Luz.

05/06/1840 – No sítio Santa Bárbara, Santa Cruz, pelas 10 horas da manhã, na presença do padre Antonio Ferreira de Lima, casaram Antonio Correa Peres, 24 anos, filho legítimo de Jozé Correa Peres e Anna Joaquina do Espírito Santo, natural de Santana da Barra do Espírito Santo-MG; e Anna Joaquina do Espírito Santo, 22 anos, filha de José Antonio de Mello e Custódia Maria de Jesus, natural de São Francisco de Paula-MG.

06/06/1850 – faleceu Thereza de Jesus, esposa de Manoel Gonçalves Pereira, sepultada na Capela do Rosário, em Santa Cruz.

13/06/1831 – Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Santa Cruz, casaram Jozé Mendes de Assumpção, filho de Manoel Mendes do Valle e Venância Rodrigues da Silveira, naturais de Araxá-MG, e Anna Esmeria de Jesus, filha de Joaquim Rodrigues do Nascimento (falecido) e Jacintha Maria do Espírito Santo. Celebrou o Provedor Teixeira. Essas famílias viviam em regiões próximas ao córrego do Baú, Areias e onde hoje é o povoado de Montes Claros.

29/06/1838 – Batizou na fazenda Macaúba, em Santa Cruz, a Maria, filha do Ten. Jacintho Pereira Cardoso e de Anna Roza da Conceição. Foram padrinhos o padre Antonio Joaquim Teixeira (celebrante) e Maria Roza de Jesus (filha de Jacintho).

30/06/1838 – Se casaram em Santa Cruz, o agricultor Francisco Pereira Cardoso (filho de Jacintho Pereira Cardoso e Joaquina Rosa de Jesus - falecida), 20 anos, com Anna Maria de Jesus (filha de Jozé Affonso da Silva e Joaquina Rosa de Jesus), 20 anos, sendo os noivos naturais da freguesia de Araxá-MG (ele, em Patrocínio). Celebrou o padre Antonio Joaquim Teixeira.

07/07/1895 – Nasceu em Leme/SP, Raphael Leme Franco, conceituado médico de Campo Formoso por mais de cinco décadas. Foi poeta e cronista em vários jornais.

17/07/1848 – Casou por palavra Bento Correa Peres, viúvo de Teodora Ribeiro de Jesus, com Rita Ferreira da Silva, filha de Francisco Ferreira da Silva e Maria Ribeiro de Jesus. Celebrou o padre Antonio Francisco Nascimento.

23/07/1862 – O alferes José Pereira Cardoso e a esposa Anna Luíza da Cunha foram padrinhos de uma criança de nome José, filho de José Vieira da Cunha e Lucinda Maria da Cunha, moradores da fazenda Burity do Córrego Fundo, em Santa Luzia. O sacramento foi dado pelo vigário de Santa Cruz Antonio Luis Brás Prego com autorização do vigário de Santa Luzia.

09/08/1876 – Pela Resolução Estadual nº 570, foram as transferidas as regiões de Firmeza e Campo Aberto de Santa Cruz para Bonfim.

10/08/1828 – Casaram em Santa Cruz, os irmãos Ignácio Correa Peres e Anna Joaquina do Espírito Santo (filhos de Jozé Correa Peres e Maria Joaquina de Jesus), naturais de Santana da Barra do Espírito Santo (distrito de Patos de Minas) e moradores da fazenda Santa Bárbara; com os irmãos Belizária Maria de Jesus e Joaquim Alves Cabral (filhos de Francisco Alves Cabral e Maria Roza de Jesus), respectivamente, naturais de Araxá-MG e moradores da Fazenda Areias.

11/08/1890 – Faleceu na Fazenda Firmeza do José Pereira Cardoso Primo, esposo de Escolástica Maria do Carmo, filho Manoel Pereira Cardoso e Justa Zeferina da Conceição e genro do Cap. Joaquim Fernandes de Castro.

23/08/1873 – Criadas as Comarcas de Santa Cruz e do Rio Tocantins. A comarca de Santa Cruz passava a ser composta pelas vilas Bella de Morrinhos e Santa Cruz, desmembrando as comarcas do Rio Paranahyba (Catalão, Calaças, Santo Antonio do Rio Verde e Itumbiara) e do Rio Corumbá (Bonfim, Bela Vista e Campinas).

02/09/1844 – Às 7 horas, na Fazenda Firmeza, em Santa Cruz, casaram Manoel Pereira Cardoso, filho legítimo do finado Manoel Pereira Cardoso com a sua esposa Justa Zeferina de Jesus; e Anna Carolina de Jesus, filha legítima de Joaquim Fernandes de Castro e de Justa Maria do Carmo (falecida na data). Celebrou o padre Antonio Joaquim Araújo de Mello.

14/09/1880 – Nasceu em Campo Formoso, Olímpio Pereira Cardoso, filho do Capitão José Pereira Cardoso e de Maria Vieira d’Abbadia.

15/09/1891 – Cidadãos enviam abaixo-assinado ao presidente do Partido Republicano Federal, cônego Inácio Xavier da Silva, agradecendo pelo empenho que permitiu a elevação do vilarejo dos Correas a Distrito de Paz e Policial de Campo Formoso.

22/09/1888 – Faleceu em sua residência, na Fazenda Cuiabanos, a Sra. Ana Angélica de Jesus, esposa de Albino Fernandes de Oliveira.

27/09/1829 – Casou em Santa Cruz, João Teixeira Sampaio, filho do Cap. Caetano Teixeira Sampaio e de Anna Neto da Costa, com Marianna Alves Rodrigues, filha do Alferes José Alves Rodrigues e de Josefa Fagundes de Faria. Celebrou o padre Antonio Joaquim Teixeira.

08/10/1848 – Na Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Santa Cruz, na presença das testemunhas Antonio Rodrigues do Nascimento e Manoel Pereira Cardoso e do vigário Antonio Francisco do Nascimento, receberam o matrimônio Jacintho Pereira Cardoso Júnior (filho de Jacintho Pereira Cardoso e Joaquina Rosa de Jesus), e Balbina Maria de Jesus (filha de Fulgêncio de Sousa França e Rita Maria de Jesus).

28/10/1845 – Foi batizado na Fazenda Firmeza, José Fernandes de Castro (Zeca Fernandes), filho legítimo de Joaquim Fernandes de Castro e Maria Rosa do Carmo. Foram padrinhos Vicente Fernandes de Castro e Ana Rosa da Conceição. Celebrou o padre Antonio Joaquim de Azevedo. O mesmo nasceu em 21 de setembro de 1845.

28/10/1845 - Foi batizado na Fazenda Cachoeira, atualmente Orizona, Joaquim, filho legítimo de Manoel Gonçalves Pereira e Maria Joaquina Silveira. Foram padrinhos Manoel Pereira Cardoso e Anna Carolina de Jesus. Celebrou o padre Antonio Joaquim de Azevedo. O mesmo nasceu em 05 de outubro de 1845.

28/10/1845 – Batizou-se na fazenda Cachoeira, a João, filho de Marianna Parda, escrava de José Gonçalves Pinheiro (genro de Jacintho Pereira Cardoso). Foram padrinhos Manoel Pereira e Eufrásia Crioula. A criança nasceu em 23/08/1845. Celebrou o padre João Batista de Sousa Lobo.

08/11/1899 - Faleceu no distrito de Campo Formoso, o Cap. José Pereira Cardoso, pioneiro na região.

27/11/1826 – Casaram em Santa Cruz, João Antonio de Araújo Valle, filho do capitão-mor João Antonio de Araújo Valle e de D. Innocência Cândida de Menezes, naturais de Pitangui-MG, e Maria Luíza de Jesus, filha do capitão Francisco José Pinheiro e Anna Maria Teixeira, naturais de Patrocínio-MG. São antepassados do escritor Leo Lynce e fundadores de Morro Alto.

30/12/1848 – Batizou a Gabriel, filho de Luíza, escrava de Joaquim Fernandes de Castro. Foram padrinhos: Manoel Pereira Cardoso e Anna Carolina de Jesus. Celebrou o padre Antonio Joaquim de Azevedo.

CONTINUA...

ANSELMO PEREIRA DE LIMA
(E-mail: anselmopereiradelima@gmail.com)

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Começa nesta sexta-feira o Forró Show 2022, promovido pela Prefeitura de Orizona

DA REDAÇÃO
- Inicia nesta sexta-feira, 03 de junho, a programação festiva do Forró Show 2022, que acontecerá no Estádio Municipal Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, promovido pela Prefeitura Municipal de Orizona. Os portões serão abertos diariamente a partir das 19 horas, com entrada gratuita.
O espaço oferecerá atrações como barracas de comidas típicas, gastrobares, área para crianças (rua do Lazer, segurança especializada e controle sanitário. Neste primeiro dia haverá apresentação cultural com a Quadrilha Buscapé e shows musicais com Lu & Luan; Derick & Eduardo; Edinho Sanfoneiro; Pedro Paulo; Edi Júnior & Sandro; e Renato Sanfoneiro. No sábado (04), a atração principal será a dupla Edy Britto & Samuel.
Sobre a segurança, será proibida a entrada com bebidas alcoólicas e a equipe responsável pela segurança fará controle com detectores de metais. Do ponto de vista sanitário, a Prefeitura está recomendando o uso de máscaras faciais dentro do espaço do evento.

terça-feira, 9 de março de 2021

Um breve histórico do Processo Migratório em Orizona e regiões vizinhas

Uma região ou uma cidade se estabelece e se fortalece política e economicamente através do empenho de seus moradores. Muitas vezes, porém, esses moradores são egressos de outras localidades do Estado ou do país. E mesmo de outros países. E nesse empenho, de tornar melhor as suas vidas, acabam contribuindo para a melhoria de todo os seu meio.
Pensando desta forma, redigimos esse pequeno e modesto texto, que tratará um pouco dos imigrantes que vieram para Orizona e aqui empreenderam. E esses colaboradores precisam ser citados desde o tempo dos indígenas que aqui viveram, depois, imigrantes paulistas, mineiros, nordestinos, portugueses, espanhóis, etc, e seus trabalhadores livres e escravizados que povoaram Santa Cruz, a cidade patrícia da nossa.

1. A ocupação das minas de Goiás e o início da burocracia na Capitania:
Os colonizadores, de origem portuguesa, começaram a ocupar esse território especialmente a partir da instalação do Bartolomeu Bueno da Silva no início da terceira década do século XVIII. As bandeiras portuguesas oriundas de São Paulo, na ambição pelas Minas dos Goiases, foram ocupando o território e conquistando essas riquezas.
A partir das primeiras povoações e da necessidade da instalação de órgãos da Coroa Portuguesa, as primeiras famílias foram ocupando esse espaço, junto com seus trabalhadores escravizados, trabalhadores pobres e animais de criação. Portanto, essas primeiras famílias geralmente eram oriundas de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além daqueles que chegavam diretamente de Portugal, por ordem de El-Rei.
Os primeiros que chegaram foram aventureiros, em busca da obtenção de muito dinheiro na mineração. Tanto Santa Cruz, quanto Bonfim (Silvânia) e Santa Luzia (Luziânia). Depois, tanto com o declínio do ouro em Minas Gerais e posteriormente em Goiás, os povoadores passaram a priorizar a busca por terras e em prol de atividades agropastoris.
O território de Santa Cruz na área onde futuramente se instalou a capela de Nossa Senhora da Piedade dos Correias e que na última década do século XIX tornou-se distrito de Nossa Senhora da Piedade de Campo Formoso, não apresentava interesses para a mineração e foi inicialmente muito pouco povoado por fazendeiros. Esses moradores geralmente se instalavam próximo às estradas, como a Estrada Geral de Goiás, as estradas para Santa Luzia (Luziânia), entre outras. Somente a partir de meados do século XIX que a dinâmica populacional modificou.

2. A vinda de fazendeiros mineiros para a região:
As primeiras famílias mineiras desta frente migratória que chegaram ao sertão de Santa Cruz o fizeram especialmente a partir da segunda década do século XIX (por volta de 1820), incentivados principalmente pela crise da mineração nas Minas Gerais e os incentivos dados para que se adentrassem e povoassem o sertão goiano. Desde o final do século anterior, a exploração mineral havia entrado em decadência naquela província e as famílias começaram a se deslocar ao norte e oeste, rumo ao sertão da Farinha Podre (Triângulo Mineiro), Goiás e Mato Grosso.
O terreno de Goiás tinha quase a mesma consistência do das Minas Gerais: muitos campos, grande número de capões, morros, montanhas graníticas e outras cheias de riquíssimo mineral de ferro; uma larga e extensa mata destruída. Era possível encontrar na beira das estradas, muitas perdizes, codornas, poucas araras e papagaios, imensos tucanos e pombos bravos, pequenas criações de porcos, e ainda menores de gado bovino (vacum). Engenhos manipulando pouco açúcar, e muita rapadura e aguardentes.
O brigadeiro Raymundo José da Cunha Mattos, em 1823, em seu Itinerário de Viagem para a capital Vila Boa, observava o grande aumento recente da população, especialmente na região de Santa Cruz, por conta desse processo migratório: “É verdade que alguns distritos tem tido (como já disse), um considerável acréscimo na população, principalmente o de Santa Cruz, para onde tem entrado muitos geralistas convidados pela amenidade do clima e riqueza vegetal das terras do julgado”.
Já estavam nesse período, na região, famílias com os sobrenomes Correa Peres, Lopes dos Santos, Lemes, Barbosa, Freitas, Mendes Valle, Cabral; depois vieram os Pereira Cardoso, os Fernandes de Castro, os Vieira da Motta, os Fernandes de Oliveira, Martins, José da Silva, Gonçalves Pinheiro, e outros muitos.
A partir do início dos anos de 1820 até 1850, comprovando essa forte onda migratória, pelos registros de casamento e batizados realizados em Santa Cruz é factível a grande presença de imigrantes mineiros, alguns já instalados, e outros em processo de mudança. Também é percebível a instalação de algumas famílias que, oriundas daquela província vizinha, fez escala antes na região de Catalão e Vai-Vem (Ipameri), chegando um pouco mais tarde. Poderemos citar, nesse sentido, os Vaz Costa, Nunes de Paula, Ribeiro Silva e Martins Borges. Também há casos dos que se estabeleceram primeiramente em outras regiões de Santa Cruz, em Santa Luzia, Bonfim.
No “Esboço Histórico da Paróquia N. Senhora da Piedade de Orizona – Arq. De Sant´Ana – Goiaz” (1945), presente no livro de Tombo nº 02 da paróquia de Orizona, a pedido do bispo diocesano Dom Emanuel, o padre José Trindade da Fonseca e Silva (Cônego Trindade) faz, algumas observações, conforme consultas em relatos de outros sacerdotes de pesquisa feita nos livros da paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Santa Cruz:
“A partir de 1830 começam aparecer os lugares que no futuro formarão o território de Nossa Senhora da Piedade.(...) Em 1836 aparecem os nomes dos ‘sítios’ do Baú, onde se batizavam muitos inocentes, Cocal, Santa Bárbara, Cuiabanos, Taquaral, Cachoeira, Posses, Piracanjuba, Engenho Velho, Boa Vista, Campo Alegre, como se depreende dos livros de registros de batizados assinados pelo vigário Colado Padre Antonio Joaquim Teixeira. A partir dessas datas os nomes vão aparecendo progressivamente. Em 1837 é o padre Antonio Ferreira de Lima que percorre a região apontada, já se salientando a Fazenda de Santa Bárbara, como redutos de muitos sacramentos administrados.”
O chamado giro ou desobriga era feito por uma grande extensão territorial, uma vez que os sacerdotes da freguesia de Santa Cruz atendiam a várias e distantes localidades, como as que hoje compõem os municípios de Cristianópolis, Palmelo, Pires do Rio, Orizona, Urutai, Ipameri, Campo Alegre, Catalão, Goiandira, Corumbaíba, Marzagão, Rio Quente, Caldas Novas, Piracanjuba, Morrinhos, São Miguel do Passa Quatro, Vianópolis e Silvânia. Bonfim geralmente tinha vigário, assim como Catalão e posteriormente, Vai-Vem.
Durante os giros, os sacramentos eram ministrados e celebrações eucarísticas eram realizadas e bênçãos eram dadas. A figura do sacerdote não era tão frequente nesses meios e essas ocasiões eram tratadas com grande relevância pelos moradores dessas antigas comunidades. Foi nessa perspectiva e nessa dinâmica, que os fazendeiros se organizaram com o propósito de levantar uma capela, que passaria a ser o símbolo de suas devoções.
Durante toda a segunda parte do século XIX, famílias originárias do Oeste mineiro, migraram para a região do que é hoje Orizona. Algumas inclusive vieram e depois retornaram. Outros vieram e mantiveram suas propriedades e vínculos no Estado vizinho. Orizona teve um povoamento tipicamente mineiro.
A nossa cultura, com grande influência mineira, chamou muita atenção do jornalista e escritor carioca Maurício Barros de Castro, que registrou no livro “Juventudes Rurais: cultura e desenvolvimento” (2007), juntamente com o fotógrafo Gustavo Stephan, que ao tratar de Orizona, destacou que:
“Localizada no Cerrado, a 138 Km de Goiânia, Orizona possui pouco mais de 13 mil habitantes. Diante da hospitalidade e do sotaque dos moradores, é possível imaginar que se trata de um município mineiro. O que não chega a ser um equívoco completo. O povoamento do lugar se deu a partir de agricultores que chegaram de Minas Gerais, entre os anos de 1840 e 1850, quando foi fundado”.
Mesmo depois da emancipação política, em 1909, algumas migrações foram importantes. Por exemplo, em 1920, veio de Catalão a família Rosa Mesquita, se fixando no município, principalmente na cidade e no povoado da Cachoeira.

3. Imigração Libanesa e pela Estrada de Ferro:
A imigração sírio-libanesa teve início na segunda metade do século XIX mais precisamente em 1870, dez anos depois em 1880 o movimento migratório atingiu todas as aldeias do Líbano. As causas da imigração foram de ordem política, religiosa e econômica ou pela conjunção de dois ou até mesmo dos três fatores. Foram abertas duas rotas de imigração:
1. Para o Egito, Sudão e colônias da França e Inglaterra situadas na África (central e ocidental) esta rota mais antiga era a preferida pelos não cristãos;
2. Para as Américas, Austrália, Nova Zelândia e ilhas do pacifico, rota preferida pelos cristãos.
Na América os Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil eram os países preferidos nesta ordem pelos sírios libaneses. O trajeto era feito em duas escalas: do Líbano para um porto da Europa ocidental (Marseille-França e Nápoles ou Genova - Itália) e deste para a América, sempre na terceira classe dos navios.
A imigração para o Brasil aumentou as vésperas do século XX por vários motivos: muitos não conseguiram visto para os Estados Unidos, ou achavam que entrando no Brasil seria mais fácil a entrada para os Estados Unidos posteriormente, outros, ainda, foram enganados pela Companhia de navegação desembarcaram no Rio ou em Santos achando que estavam em solo norte-americano, porém grande parte chegou ao Brasil encorajados por familiares que já estavam por aqui e que viam no Brasil uma chance de melhorar a vida.
Outro fato que contribuiu para o aumento da imigração para o Brasil foi a visita do Imperador D. Pedro II ao Líbano em 1876 estreitando o relacionamento entre os dois países. Devido o domínio turco otomano os sírios e libaneses até 1892 entraram com passaportes Turcos, de 1893 a 1926 foram classificados como sírios e somente a partir de 1926 entraram com passaporte libanês.
Diferentemente de outros imigrantes os sírios e libaneses fixaram-se nos grandes centros e se dedicaram as atividades comerciais. Com pouco capital e após conhecimentos básicos da língua portuguesa era comum os sírios e libaneses iniciarem a vida como mascate.
Goiás os foi recebendo em grande escala e o fluxo deles teve como principal influência a antiga Estrada de Ferro Goiás, que se iniciava em Araguari e se encerrava em Anápolis, razão por que esta cidade os recebeu em grande escala. Através da estrada de ferro, Orizona recebeu uma importante comunidade de origem libanesa. Desde a década de 1920 esses imigrantes se faziam presente, uma vez que foi nessa época que a ferrovia chegou ao município.
Foram pessoas de credibilidade que viveram ou ainda vivem aqui, prosperando principalmente na área comercial. Ao falar dos libaneses lembramos do ‘Seu Nain’, Ibrahim, Elias e vários outros comerciantes. Mas conhecemos outras famílias, como a Helou, a do senhor Felipão, etc.
Vamos a um pouco de história: Jamil Hanna El Khouri teve que abandonar seu país de origem, pois seu irmão mais velho, o então ministro do Líbano, Ibrahim Hanna El Khouri, que lutava pela unificação dos países árabes, foi considerado pelo partido de oposição como “fascista”. Jamil, depois de rodar o mundo todo, foi parar na cidade de Orizona, em 1951.
Apaixonou-se por Zélia de Castro e se casaram e a família prosperou por aqui. Outros familiares também fugiram da guerra e vieram parar no Brasil. É o que relata o artista e poeta Diego EL Khouri, como segundo o mesmo se autodenomina, "um descendente da exclusão".
Algumas famílias chegaram em outros municípios da região, à margem da ferrovia, como Pires do Rio e Ipameri, com grande população libanesa e posteriormente, o acaso fez com que se mudassem para Orizona.
Além dos libaneses, muitos cidadãos imigraram para Campo Formoso/Orizona a partir do avanço da ferrovia. Apesar de a estação ter ficado em Ubatan, o que prejudicou um pouco o desenvolvimento da sede do município, o boom econômico impulsionado pela ferrovia e o desenvolvimento econômico a partir de 1930, fez com que jovens idealistas e profissionais liberais em busca de melhores condições de vida, fizessem moradia na localidade, vindos de outros Estados e de municípios goianos. Esse atrativo não se prolongou muito. Com a chegada da ferrovia em Anápolis e da construção da nova capital, Goiânia, Orizona deixou de ser atraente nesse aspecto.

4. As imigrações japonesas:
Os japoneses e principalmente, descendentes de japoneses, são numerosos no país e ao longo dos anos, surgiram em nossa cidade alguns cidadãos e algumas famílias, que vieram principalmente a partir da região Sudeste do Brasil, em busca de oportunidades e até de constituir uma nova família. E assim aconteceu, em pequeno número, mas por pessoas de muito boa índole, trabalhadoras e muito queridas na comunidade.

5. As imigrações sulistas, mineiras e paulistas:
Na década de 1980 e 1990, surgiu uma nova modalidade de imigrantes: trabalhadores mineiros e paulistas, com o incentivo do desmatamento do Cerrado, para produção de carvão, vieram para conduzir ou trabalhar nas carvoarias. Também foi a vez de trabalhadores oriundos de municípios do sul de Goiás, os chamados “Goiatubas” (porque a maioria era da cidade de Goiatuba).
Após as carvoarias, foi a vez de incentivar os cultivos de soja e outras culturas agrícolas de forma intensiva. Além dos pioneiros das carvoarias, foi a vez de sulistas, principalmente oriundos do Rio Grande do Sul, e paulistas, adquirem terras para essas atividades. Ainda hoje, produtores rurais vindos do norte de São Paulo, tem grande presença e atuação econômica em Orizona.
A fábrica de conservas Oderich, fundada em Orizona em 2006, com matriz em São Sebastião do Caí/RS, permitiu a vinda de mais imigrantes do sul do país, alguns com o propósito de ajudar a dirigir a empresa e outros, em busca de trabalho.

6. A imigração nordestina:
Desde o princípio, na formação da vila de Santa Cruz, até os tempos atuais, muitos nordestinos ocuparam a região e desempenharam importante papel. No tempo que a capital era Salvador e que a capitania de Pernambuco fazia fronteira com Goiás, muitos cidadãos daquela região acresceram de diversas formas aos goianos.
O livro “Tropas e Boiadas” (1917), de Hugo de Carvalho Ramos, talvez a obra máxima da literatura goiana, mostra bem o que representou as contribuições de boiadeiros e vaqueiros nordestinos e tropeiros gaúchos para a formação de nosso povo.
Em Orizona, não sabemos de uma referência histórica mais antiga da imigração nordestina. Os “baianos”, pois todo nordestino que chega a nossa cidade é/era chamado assim, pelo que sabemos, vieram de forma mais significativa a partir da década de 1970, através dos Pereira de Sousa do Capim, junto com seus familiares, que ainda hoje perpetuam no município. Quem não conhece a família da dona Baia? As carvoarias, as lavouras dos anos de 1980 e 1990 também favoreceram a vinda de famílias ou de aventureiros individualmente.
A instalação de agroindústrias em Orizona, principalmente, no início deste milênio, fez com que se mantivesse um fluxo migratório nordestino quase permanente, em busca de trabalho na região.

7. Imigração Haitiana e Dominicana:
A imigração haitiana no Brasil é resultado da instabilidade política e econômica vivida no Haiti. Comumente o país é noticiado por causa de conflitos políticos, crises econômicas e catástrofes naturais. Em 2010, o território haitiano sofreu um intenso abalo sísmico, cujo epicentro estava próximo da capital do país, Porto Príncipe. Esse terremoto devastou o país.
Por conta das difíceis condições da ilha, muitos cidadãos, muitas vezes pessoas qualificadas, buscaram outros países da América em busca de trabalho e melhores condições de vida. Por algum tempo, haitianos e seus vizinhos da República Dominicana adentraram o Brasil, principalmente pela fronteira norte, penetrando por todo o país.
Alguns chegaram a Orizona e buscaram se estabelecer no município, principalmente em busca de trabalho. A maioria, logo que viu que eram poucas as opções de trabalho, se deslocaram para Estados do Sul e Sudeste. Mas ainda tem gente originária desses países vivendo em Orizona.

8. Os Emigrantes de Orizona:
Se muitas pessoas vieram de outros lugares para viver em Orizona, o inverso também é verdade: em diferentes épocas, orizonenses saíram do Município e foram em busca de melhores condições de vida em outros municípios do Estado e outras regiões do país.
Na década de 1940, por exemplo, orizonenses saíram em busca de melhores condições de vida na nova CANG (Colônia Agrícola Nacional de Goiás), que virou posteriormente Ceres e Rialma. A CANG foi a primeira de uma série de oito colônias criadas pelo governo de Getúlio Vargas na década de 1940. Foi implantada em um terreno fértil. A CANG foi uma das primeiras experiências de reforma agrária no país, e também uma das poucas com resultados satisfatórios. Criada em 1941, fez parte das políticas expansionistas de Getúlio Vargas.
Bem próximo dessa região estava Itapaci, cidade que foi fundada pelas mãos de muitos imigrantes, principalmente orizonenses. Talvez, mais de uma centena de famílias de patrícios tenha de mudado para esse destino, em busca de boas condições de vida, contribuindo para a criação da nova cidade. O povoamento iniciou-se na década de 1920 nas terras das fazendas Água Fria e Barra, fazendas de gado. O terreno foi doado por um fazendeiro chamado Domiciano Rodrigues Peixoto e uma cruz foi erguida em 1935. O primeiro nome foi Água Fria, logo alterada para o nome de Floresta, e em 1938, mudado para Itapaci. Em 11 de agosto de 1945, foi elevado aos status de município.
Por volta de 1950, fazendeiros da região da Firmeza, Taquaral e Cachoeira de mudaram para uma extensa região no município de Iporá/GO, chamado Vale do Santa Marta. Israel de Amorim, então prefeito de Iporá, resolveu fazer um campo de pouso em 1949 para facilitar o escoamento da produção de cereais da região e viabilizar o transporte de pessoas para a capital do Estado. Devido ao posterior desenvolvimento, foi criado em 1953 o distrito de Campo Limpo. Após novo impulso progressista, tornou-se município em 1958, sendo instalado no ano seguinte com o nome de Amorinópolis. O nome foi dado em homenagem a Israel de Amorim. Muitas dessas famílias ainda hoje permanecem naquela região.
Na década de 1980 e 1990, muitas famílias saíram de Orizona rumo ao sudeste do Pará e se estabeleceram em diversas localidades, especialmente nos municípios de Conceição do Araguaia, Redenção, Xinguara, São Geraldo, Piçarra, Marabá, etc. Aproveitaram do baixo custo das terras em foram em busca de sonhos de uma vida melhor.
O certo é que as pessoas estão em pleno movimento migratório. Às vezes vão, às vezes vem. Esse processo nos dias atuais é intensificado pelas carências enfrentadas no dia-a-dia, seja o desemprego, a falta de condições dignas de vida, tragédias naturais, pandemias e guerras. Independente de qual seja o motivo, espera-se que as pessoas sejam bem acolhidas nos novos espaços.

ANSELMO PEREIRA DE LIMA
(E-mail:anselmopereiradelima@gmail.com)

segunda-feira, 1 de março de 2021

Professora universitária e escritora natural de Orizona morreu vítima do novo Coronavírus

PORTAL G1-GO/REBRA
- A professora Wania de Sousa Majadas, de 80 anos, morreu enquanto lutava contra a Covid-19, em Goiânia, na última quinta-feira, 25 de fevereiro. Doutora em literatura, escritora e crítica literária, ela já foi premiada com o troféu Goyazes Nelly Alves de Almeida, pela Academia Goiana de Letras.
Segundo familiares, Wania Majadas começou com sintomas leves há três semanas. No dia 9 de fevereiro, ela precisou ser internada em um hospital particular na capital. Os primeiros quatro dias ela passou em um quarto, mas depois precisou ser entubada e levada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o quadro se agravou até que ela não resistiu.
Nos últimos exames feitos, ela não apresentava mais o coronavírus no organismo. Por isso, os parentes mais próximos conseguiram se despedir dela em um velório rápido, de cerca de uma hora. Em seguida, o corpo dela foi sepultado no Jardim das Palmeiras, em Goiânia.
Wania ficou conhecida na capital como professora em escolas de ensino médio e faculdades em Goiás. Ela ministrou aulas de literatura brasileira, estilística, relações intertextuais, entre outras. A professora tem textos publicados em três livros e dezenas de trabalhos em revistas e jornais. Wania deixa três filhos e quatro netos.
Biografia:
Wania é goiana de Orizona, da família Sousa, mas ainda bem menina foi com a família para a jovem capital Goiânia, onde residia, perdendo o vínculo com a terra natal. Fez os estudos preparatórios para se ingressar em curso de graduação universitária.
Sempre interessada pelo mundo das palavras e pela literatura particularmente, seguiu o Curso de Formação e logo em seguida ingressou no Curso de Letras Vernáculas, Universidade Federal de Goiás. Terminado o curso de graduação, transferiu-se com a família, agora com três filhos, para a cidade de Ituiutaba, Minas Gerais, onde reside a maioria dos descendentes de Jose Majadas, espanhol que veio para o Brasil e se casou com uma ituiutabana; lá, Wania Majadas iniciará sua grande experiência mineira, que terá grande influência em sua vida profissional. Conclui dois cursos importantes de pós-graduação em Belo Horizonte, área de Literatura Brasileira e Linguística.
Depois de cinco anos, os Majadas de Goiânia voltam para sua cidade, mas a professora não deixa sua atividade no ensino superior da FEI (Fundação Educacional de Ituiutaba), viajando durante dez anos toda semana, e depois, de quinze em quinze dias, mais alguns anos. Como professora, sempre procurou, desde o primeiro momento, ministrar seus cursos com o máximo de dinamismo, procurando caminhos criativos e fugindo da simples historiografia literária. Sempre recusou o fácil, o comum.
Ao mesmo tempo que trabalhava com alunos universitários, convivia, também, com o ensino médio. Wania Majadas sempre acreditou que o professor universitário, para ampliar seu universo, não pode estar ausente da escola secundária, para não perder o referencial do aluno que receberá no terceiro grau. Ela acredita que aí esteja a chave para abrir certas portas emperradas que vedam a este aluno o trânsito para um desempenho favorável em sua vivência universitária. Está convicta de que o professor que se envolve apenas com os invólucros teóricos, senhor de sabedorias e verdades, dificilmente conseguirá atingir plenitude perante os discentes.
Uma das grandes experiências mineiras de Wania Majadas foi conhecer o escritor Luiz Vilela, natural de Ituiutaba. Quando leu o primeiro livro dele, Tremor de Terra (contos – 1967), disse aos seus alunos: “Ituiutaba tem um excelente escritor”.
A partir daí, a professora vai conquistando o seu caminho como futura crítica literária e ensaísta, desenvolvendo estudos importantes em sala de aula, com alunos secundaristas e universitários. Entre outros, Luiz Vilela estava sempre presente em tais estudos. Desse contexto, veio o desejo de voltar sua dissertação de mestrado, pela Universidade Federal de Goiás, para a obra de Luiz Vilela. “O Diálogo da Compaixão na obra de Luiz Vilela”, cuja defesa aconteceu em 1992. Em 2000, publica o livro, O Diálogo da Compaixão, mantendo as linhas do texto dissertativo original, mas, reformulado e com vários acréscimos necessários e importantes para o aproveitamento do leitor, além de ter como prefaciador, Fábio Lucas, um dos nomes mais expressivos da crítica nacional. Há alguns anos, O Diálogo...... está esgotado, mas tudo indica que ainda nesse ano ele terá uma reedição, através da Coleção Goiânia em Prosa e Verso, Projeto da Secretaria Municipal de Cultura.
Em 2004, defende Tese de Doutorado, pela UNESP, de São José do Rio Preto. Dessa vez, a pesquisa recai sobre linguagem e silêncio, com o título, “Silêncio em Prosa e Verso: minério na fratura das palavras”.
Em 2006, Wania Majadas recebe o Troféu Goyazes – Ensaio: Nelly Alves de Almeida, pela Academia Goiana de Letras.
Em 2007, a tese de mestrado transforma-se no livro, Silêncio em Prosa e Verso: minério na fratura das palavras, publicado pela Secretaria Municipal de Cultura, através da Coleção Goiânia em Prosa e Verso.
As publicações de Wania Majadas têm sido de real valor para a pesquisa em setores acadêmicos de universidades brasileiras.
A ensaísta tem várias publicações em jornais e revistas literárias em Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Espanha, e dedica suas pesquisas a obras de vários autores brasileiros.

(Com informações do Portal G1-GO e Rede das Escritoras Brasileiras).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Conheça as carroças em miniaturas confeccionadas pelo Sr. Pedro Pinheiro, de 96 anos de idade

DA REDAÇÃO
: O senhor Pedro Pinheiro, de 96 anos de idade, tem dedicado o seu tempo na fabricação artesanal de carroças de madeira em miniatura. Segundo a sua neta, a estudante de arquitetura Jaliny Pinheiro, o avô busca manter vida a memória das tradicionais carroças que foram muito usadas por várias décadas no país e no mundo.
O marceneiro usa nos trabalhos, bálsamo e cedro, duas madeiras mais nobres da nossa região, e faz acabamento em verniz. As carrocinhas tem dimensões de 1,20 metros de comprimento, 60 cm de largura, por 50 cm de altura. Tem peso aproximado de 8 Kg. 
As rodas são feitas em 07 partes e chapeadas, se tornando uma única peça. Roda executada no sistema original com raios feitos com os furos do cubo do centro desencontrados para maior resistência da mesma após chapeamento.
Pedro Pinheiro disse que pela idade, não pode mais fazer serviços pesados. Por isso, se dedica a esses trabalhos, que fez durante toda a vida. O artesão ainda disse que todo esse trabalho ajuda a manter a "cabeça viva"
A carrocinha é uma réplica em miniatura da carroça original, que era um dos veículos de transporte de pequenas cargas mais usados em vários municípios de Goiás do Brasil nos anos 50 aos anos 80, que pode ser usada para decoração de ambientes, bares, restaurantes, pousadas, exposição e item de decoração em geral.
Caso queira adquirir ou saber mais, esses são os contatos:
(64) 99671-7829 - whatsapp (64) 99615-2358 - whatsapp (64) 99973-5957

Assista a seguir, o vídeo.



Texto e vídeo: Jaliny Pinheiro.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Está em vigor decreto que proíbe a realização de eventos durante o período do Carnaval 2021 em Orizona

DA REDAÇÃO
- O prefeito de Orizona Felipe Dias assinou no dia 12 de fevereiro, o Decreto nº 40/2021, que "Dispõe a adoção de medidas especificas de proibição de eventos no âmbito do Município por ocasião dos festejos do Carnaval 2021, em observância das recomendações de prevenção ao COVID-19 (Coronavírus), e dá outras providências".
De acordo com o artigo 1º, "ficam, em caráter excepcionalíssimo, suspensas, no âmbito do Município de Orizona/GO, as comemorações relativas a festejos de rua, ou manifestações públicas pertinentes ao Carnaval 2021, que possam gerar aglomeração de pessoas e, consequente, comprometimento do isolamento social".
Os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços no âmbito do Município de Orizona, deverão funcionar conforme Decreto n° 039/2021 e a Nota Técnica 01/SMS emitida pela Secretaria Municipal de Saúde.
O artigo 2º determinou que as repartições públicas municipais terão funcionamento regular nos dia de Carnaval - dias 15, 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira de carnaval e quarta-feira de cinzas) não sendo, em principio, abonáveis eventuais faltas ao serviço. As escolas da rede municipal, que seguem o calendário aprovado previamente pelo Conselho Municipal de Educação, não funcionarão nesses dias.
O decreto acompanha as medidas tomadas pelo governo estadual, que suspendeu os pontos facultativos deste início de semana. além disso, no dia 10 de fevereiro, a Assembleia Legislativa aprovou nem segunda votação e última votação, projeto de lei do Executivo que suspende o feriado de carnaval no ano de 2021 nas repartições públicas do Governo de Goiás. A medida, defendida pelo governador Ronaldo Caiado, é uma ação no enfrentamento da emergência sanitária decorrente da pandemia de COVID-19.
Conforme divulgado pelo comandante do pelotão de Orizona, sargento Marcelo Gomes, à reportagem do jornal Orizona FM, neste final de semana não surgiu nenhuma situação em desobediência às normas estabelecidas, que vieram a conhecimento da Polícia Militar.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Orizona e a maioria dos Municípios goianos deverão acompanhar governador e não terão ponto facultativo no Carnaval

DA REDAÇÃO
- A Associação Goiana dos Municípios (AGM) está fazendo levantamento sobre a decisão que deverá ser tomada pelos municípios goianos em relação ao ponto facultativo de servidores no Carnaval. A entidade fez contato nos últimos dias com os 246 municípios do Estado e identificou que pelo menos 178 deles seguirão a posição adotada pelo governo estadual e que foi seguida por Goiânia, além de cidades turísticas importantes, a exemplo de Alto Paraíso, Caldas Novas e Pirenópolis. Segundo a AGM, a possibilidade de os servidores decidirem se ir ão ou não trabalhar está confirmado apenas em 10 locais, incluindo Aparecida de Goiânia e Corumbá de Goiás. Em Cachoeira Alta, os funcionários públicos que viajarem terão de ficar em casa para fazer o teste e não receberão por esses dias de quarentena. Outras 25 prefeituras informam que vão analisar a situação e a associação não conseguiu informações de 33.
O jornalista Caio Henrique Salgado, da coluna Giro, de O Popular, divulgou os dados colhidos até o momento pela AGM. A prefeitura de Orizona informou que NÃO haverá ponto facultativo para servidores municipais durante a data comemorativa. Destacamos também a situação de outros municípios da região Estrada de Ferro, onde tudo indica, a maioria acompanhará o decreto estadual.
- Bela Vista de Goiás: NÃO haverá ponto facultativo;
- Bonfinópolis: NÃO haverá ponto facultativo;
- Catalão: NÃO haverá ponto facultativo;
- Cristianópolis: NÃO haverá ponto facultativo;
- Gameleira de Goiás: NÃO haverá ponto facultativo;
- Ipameri: NÃO haverá ponto facultativo;
- Leopoldo de Bulhões: NÃO haverá ponto facultativo;
- Orizona: NÃO haverá ponto facultativo;
- Palmelo: Vai analisar;
- Pires do Rio: Não atendeu a ligação;
- São Miguel do Passa Quatro: Não atendeu a ligação;
- Santa Cruz de Goiás: Não definiu;
- Silvânia: NÃO haverá ponto facultativo;
- Urutai: NÃO haverá ponto facultativo;
- Vianópolis: NÃO haverá ponto facultativo.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), enviou na última quinta-feira (04) à Assembleia Legislativa um projeto de lei que suspende o feriado da terça-feira de Carnaval neste ano. É a segunda medida que ele toma em seis dias alegando enfrentamento da pandemia da Covid-19. Os deputados aprovaram em 1º turno a suspensão do feriado de carnaval. em Goiás em votação nesta terça-feira, 09 de fevereiro.
Caiado já havia anunciado, em live no dia 29 de janeiro, que não decretaria ponto facultativo para os servidores estaduais no Carnaval deste ano por causa da pandemia. Por isso, os servidores não terão direito a dias de folga na segunda-feira (15/2), e o feriado na terça-feira (16/2) também fica suspenso.

(Com informações do jornal O Popular, jornal Opção e Metrópoles).